quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Capitulo 7 - O sofrimento continua


Quando Diego acendi a luz e olha para a parede vê um garoto apontando uma arma para ele. O garoto tinha cabelo liso era magro e parecia estar sabendo o que fazer.
-quem é você ? perguntou o garoto.
-meu nome é Diego, estou aqui só pra me afugentar.
-tudo bem, mas aqui já é o meu lugar saia daqui ou eu matarei você.
-olha só vou ficar aqui hoje, amanha eu vou embora cara.
-tudo bem só hoje, mas só hoje...
O garoto apenas abaixou a arma e foi ate um dos quartos que estava fechado e abriu ela com uma chave que estava embaixo do carpete.
Diego ficou ali na sala, e apenas se sentou no sofá e acabou pensando em como estariam todos. E como ele faria pra encontrá-los novamente.
O garoto saiu do quarto com um cobertor e um travesseiro, e jogou em cima de Diego, Diego apenas olhou para ele assustado.
-desculpe meu mau humor, e que eu não vejo ninguém faz tempo.
-tudo bem, não ligue. Meu nome é Diego.
-prazer o meu é Edward.
Os dois conversaram ali mesmo na sala. E falaram sobre tudo o que ocorreu com eles.
-eu mesmo tive que matar meu próprio cachorro, antes que ele virasse uma dessas coisas.
-eu vi ali fora, mas você não pensa em sair daqui não?
-claro que penso, mas não sei para onde ir. Disse Edward.
Diego olhou para o relógio, e depois olhou atentamente para Edward.
-olha eu e minha família vamos para o shopping, se você quiser vir junto.
-claro que quero, mas aonde esta sua família agora?
-estou tentando achar eles, na verdade eles estão na casa aqui ao lado, daqui umas três casas.
- mas como você se separou deles?
-é uma longa historia, mas foi assim...
Diego e Edward continuaram a conversar ali na sala como se fossem amigos já faziam anos. Mas enquanto isso perto do shopping.
-Tudo bem escapamos daqueles mortos, mas não está seguro aqui ainda, temos que chegar no shopping. Disse Carlo.
-eu sei, então ande rápido meu bem, não quero mais ser surpreendida por essas aberrações.
Carlo continuou com o carro até chegar na rua que dava ao shopping, a rua estava interditada, havia carros e mais carros parados na rua, não tinha como passarem por ali de carro, mesmo se contornassem teriam que andar um pouco para entrar no shopping.
Gente acorda, temos que ir andando até o shopping, por que não tem como continuar com o carro. Disse Carlo acordando o pessoal que estava dormindo no banco de trás.
-como assim, não acredito que teremos que ir andando até la dentro do shopping, e se não tiver como entrar a gente vai morrer. Disse Bruna toda assustada.
-vai ser o jeito, ou a gente faz isso ou voltamos pra trás, porque continuar de carro é praticamente impossível, olhe você mesma.
Todos saíram pra fora do carro, Carlo foi na frente e olhou tudo pra ver se havia algum zumbi por perto, na verdade ele tinha visto alguns zumbis logo na frente do shopping mas eles estavam ocupados comendo um cadáver logo na esquina.
-tudo bem, vai ser o seguinte, tem poucos zumbis logo ali na frente nos vamos ter que contornar e dar um jeito de entrar pela coordenação.
A coordenação ficava logo ao lado da entrada, ficava longe da onde os zumbis estavam, mas todo cuidado é pouco, mesmo se Carlo e os outros não fossem visto, poderia ser que mais a frente teria algum.
Todos eles começaram a andar em direção a pequena porta vermelha que havia ao lado, até chegar nela tinha um corredor longo, era fácil passar por ele, ele era reto e longo, não era complicado de chegar na porta.
Do outro lado do bairro, Diego e Edward estavam terminando de conversar na sala.
-pois é, foi assim que aconteceu. Disse Diego.
-então vamos lá, em vez de ficar aqui esperando o dia amanha vamos lá, como é ruim pra gente enxergar de noite pra eles também é.
-tudo bem, vamos então é até melhor que possamos ir para o shopping mais cedo e lá sim é seguro. Concordou Diego.
Os dois se levantaram do sofá e pegaram tudo que tinha pra pegar, Diego pegou sua espada, e se vestiu direito, enquanto Edward se vestiu no quarto também e logo após foi ate a cozinha e pegou algumas bolachas e salgadinhos que havia no armário.
-Diego pega a mochila que esta em meu quarto e encha aqui pra mim de suprimentos, vamos precisar, e pegue remédios também que esta logo na escrivaninha do lado da cama, por favor.
Diego foi ate o quarto e pegou todas as coisas que Edward havia pedido a ele.
-tudo bem, já estamos prontos agora é só partir até a casa onde se encontra sua família. Disse Edward já na porta.
-tudo ok então, vamos embora, não esqueceu nada né? Perguntou Edward.
-esta tudo aqui comigo, então vamos embora?
-vamos sim. Disse Edward abrindo a porta dos fundos.
Já no shopping Carlo e os outros passavam por apuros, ao entrar na sala de organização do shopping havia alguns zumbis na sala, e eles tiveram que correr e se esconder e se trancarem no banheiro.
-o que faremos agora gente? Perguntou Marta
-o melhor e esperar aqui até que o Diego chegue com o Ricardo. Opinou Bruna.
-não e não, nos não vamos ficar aqui muito tempo, e outra temos que comer né gente, olha são apenas três zumbis lá fora, eu vou e mato eles ou tento distrair eles e vocês correm para o shopping. Disse Carlo.
-claro que não e se lá no shopping tiver mais zumbis ? olhou Marcela com susto.
-então fica assim, eu vou lá fora e mato eles.
Carlo saiu do pequeno banheiro e matou um zumbi empurrando ele para cima de uma estante que estava quebrada, assim a cabeça dele foi perfurada.
E continuou a procurar os zumbis pela sala, mas só avistou mais um que estava caído no chão perto de uma escada logo a frente. Ele foi andando até perto daquele morto quando do nada um outro morto veio descendo pela escada correndo em sua direção, Carlo caiu no chão junto com o zumbi que havia pulado em cima dele.
Enquanto isso o outro zumbi que estava na escada se levantou e começou a andar em direção á Carlo que estava no chão lutando contra aquele mostro desesperado de fome.
Foi quando os dois zumbis chegaram a ficar em cima de Carlo que Bruna e Marcela mataram os dois zumbis enfiando facas na cabeças deles.
-pai o senhor está bem, pai. Disse Bruna a Carlo que estava em baixo dos dois zumbis.
Carlo se levantou todo cheio de sangue e deu um sorriso.
-graças a Deus estou bem, não aconteceu nada, pensei ter sido mordido mais não fui.
Aliviados Marta lhe deu um abraço junto com todos ali presente.
Do outro lado da cidade Diego e Edward pulavam o ultimo muro que ia dar pra casa de seu tio, foi quando ele ouviu um grito vindo de cima do telhado.
-DIEGO
Era Ricardo apontando para um grande animal cheio de sangue, parecia o mesmo animal que estaria dentro da casa de sua avó a um tempo atrás.
Mas olhando atentamente era ele, só que estava maior e sofrera mais um mutação, estava gordo e não conseguia se levantar direito, estava só tentando morder os dois, mas só conseguia levantar a cabeça.
-suba aqui em cima vocês dois rápido. Disse Ricardo descendo uma escada para os dois.
Diego e Edward subiram ate o telhado e Diego logo foi perguntando aonde estava todos.
Ricardo mandou eles sentarem e lhes contaram tudo o que havia acontecido, e como estava a situação onde eles se encontravam.
Diego apenas abaixou a cabeça e deu um sorriso. E logo olhou para Ricardo e perguntou-lhe.
-você deve esta com fome né?
-é estou um pouco. Disse Ricardo com a cabeça baixa.
Edward tirou um biscoito da mochila e entregou para Ricardo que começou a comer a bolacha logo em seguida.
-tudo bem então, vamos ver se eu entendi, agora nós temos que dar um jeito de ir para o shopping e encontrar todo mundo. Disse Diego.
-pelo menos foi isso que eu também entendi. Comentou Edward olhando para Diego.
-tudo bem então, o plano vai ser o seguinte, temos que encontrar um carro ou algo que possa nos levar com segurança até lá.
-podemos fazer isso mas aonde conseguiremos achar um carro? Disse Ricardo com a boca toda cheia de bolacha.
-isso que vai ser complicado, pois passamos pelas casas todas ate chegar na casa da minha avó e não vimos nenhum carro. Disse Diego.
-sem contar que podemos achar um carro estragado ou sem gasolina. Comentou Edward olhando para baixo.
-mas e ai o que faremos com aquilo ali em baixo?
Edward apontou para o grande cachorro deformado que estava no chão.
-o que tem ele, não consegue nem levantar. Comentou Ricardo jogando o pacote de bolacha fora.
-isso é verdade, mas não é ele que me preocupa, o que me preocupa é o por que dele estar assim, o que naquela barriga dele. Disse Diego
-então como iremos chegar até o shopping gente?
-primeiro a gente vai ter que procurar um carro, vamos descer daqui e ir pra rua procurar um carro. Disse Diego.
Eles desceram do telhado e foram andando ate o muro onde Diego e Edward vieram, eles passaram com bastante preocupação por causa daquele enorme cachorro, mas não havia nenhum problema o cachorro já não estava mas se movendo, parecia que havia morrido de vez.
Mas enquanto isso Carlo e sua família tentavam achar um local seguro dentro do shopping para eles ficarem.
-a gente pode subir para o 3° andar e trancar todas as saídas e tudo o que possa levar algum zumbi a subir até lá em cima. Comentou Carlo subindo até o 2° andar junto com todo mundo.
Eles subiram até o 2° andar do shopping, onde poderiam ver direito o shopping, eles foram andando até a uma escada rolante que dava pro 3° andar do shopping.
Quando chegaram no 3° andar, estava tudo tão limpo e tão organizado, não parecia ter sinal de que havia ali algum morto vivo. Eles continuaram andando.
-gente vamos parar por aqui estou cansada. Disse marcela que já havia sentado em uma das cadeiras que tinha junto a algumas mesas.
-não acho certo, pode ser que tenha algum zumbi por aqui, ou um bando todo.
-é Bruna, mas mesmo assim todos nós estamos cansados. Disse Marta.
-então vamos parar por aqui e esperar um pouco todo mundo descansar e continuar a procurar algum lugar pra passar a noite e procurar algum jeito de trancar todos os lugares de acesso ao 3° andar. Comentou Carlo com todos ali presente.
Enquanto isso Diego, Edward e Ricardo continuavam pulando os muros casa a casa até achar alguma casa que tivesse carro ou algum meio de transporte que eles podem usar para ir até o shopping também.
Foi até que eles pularam um muro onde havia um micro ônibus, eles ficaram felizes e foram correndo até ele esquecendo do perigo que poderiam estar passando.
-Diego cuidado. Gritou Edward empurrando Diego, que por sua vezes caíram no chão desviando de um enorme bicho.
Era algo monstruoso, não tinha forma animal, nem forma humana, era algo parecido com cachorro, mas era muito forte e grande, estava com muito sangue espalhado pelo seu corpo, seu cheiro ruim dava pra sentir de longe.
Ricardo logo que viu que seus amigos estavam em perigo tentou chamar a atenção do monstro tacando-lhe uma pedra.
-olha pra cá seu bicho nojento.
-não faça isso Ricardo. Gritou Diego.
Mas já era tarde o monstro havia pego Ricardo, Diego e Edward pularam o muro de volta e se esconderam em cima de uma arvore.
-droga, aquele monstro matou Ricardo. Disse Edward chorando.
-cala a boca, pare de chorar, se você continuar assim, aquele monstro vai te escutar e vai vim até a gente.
Edward tentou não chorar mais, e colocou a mão na boca. Diego por sua vez tentou enxergar de cima da arvore o que estava acontecendo.
-Edward presta a atenção em mim.
-o que foi?
-fique calmo e em silencio, não estou vendo o monstro, ele não está mais em cima do Ricardo.
-e o Ricardo como está.
-mas que pergunta em? Ele está deitado no chão né, olhe lá.
-será que está morto?
-com certeza, ele não poderia ter sobrevivido ao ataque.
-mas, e o monstro onde será que ele está?
-olhe ele lá no final da rua, está subindo a rua do mercadinho.
Diego pulou da arvore e tentou abrir aporta da casa de onde eles estavam.
-venha desça daí e me ajude, vamos ficar um pouco aqui, preciso descansar e sarar essa minha mão.
Diego tinha machucado a mão esquerda quando pulou em Edward para salva-lo. Por sua vez Edward desceu da arvore também e entrou na casa.
-deixa eu ver sua mão, eu sei um pouco sobre machucados e essas coisas.
Do outro lado do quintal, uma coisa inesperada acontece, Ricardo que havia sido morto pela criatura levanta, mas não parecia estar bem, parecia sentir uma pequena dor. E do nada ele soltou um grito.
-AAAAAAAHHHH !!!
Diego e Edward, escutaram o grito macabro que vinha do outro lado do muro. Eles olharam um para o outro e saíram para fora em direção ao quintal onde estava seu amigo que a pouco estava morto.
Eles pularam o muro e correram até Ricardo, mas algo estranho estava acontecendo, ele estava tremendo muito.
-Ricardo você está bem? Perguntou Diego
-fique um pouco longe dele Diego, ele não está normal. Disse Edward.
Ricardo caiu ajoelhado ao chão e começou a chorar e virou para os dois amigos ali em pé.
-gente me ajuda sinto algo estranho em mim.

terça-feira, 7 de julho de 2009

capitulo 6 - Uma nova dificuldade


Diego ao voltar e procurar por Carlo, não o viu, mas ele não podia ficar por ali logo por que os mortos estavam indo em sua direção.
Ele acabou saindo correndo para o fundo novamente mas ao correr ate metade da cozinha se deparou com aquela grande criatura nos fundos, ele apenas fechou a porta, pois preferiria atacar zumbis do que aquele monstro.
Diego com sua katana foi cortando os mortos, cabeças, braços, pernas todos foram cortados, ele estava cortando e andando pra frente, tentando assim chegar a porta de entrada e pular para a casa de seu tio, onde lá poderia tentar achar Carlo.
Ele apenas chegou na porta depois e algum tempo havia muitos mortos dentro de casa, mesmo assim, ele ao chegar na porta da frente se debateu com mais dezenas de mortos caminhando em sua direção.
Não havia como ele subir no muro pois tinha muitos mortos a sua volta ele apenas podia correr para o portão e sair a rua, mais isso era suicídio.
Mas mesmo sendo suicídio era a única solução que ele havia pensando de poder sair dali, imagina se aquela criatura o atacasse não ir ter volta.
Diego saiu correndo pelo portão passando pelos mortos que ali havia, ele não podia parar, tinha muitos, não ia conseguir matar todos.
-onde estará Diego? Perguntou Marcela para Marta
-isso eu não sei, eu também queria saber.
Enquanto as garotas e Ricardo estavam escondidos no telhado da casa do tio de Diego, Carlo aparece pulando de volta da casa da avó de Diego.
-nossa o Diego esta bem? Perguntou Carlo a Marta.
-como assim, ele voltou pra poder ajudar você. Disse Bruna.
-não era pra ele voltar, eu falei que ia dar um jeito de escapar de lá.
-como ele ia saber, ele ficou preocupado com você. Disse Marta.
-droga, quando vocês saíram da casa e vieram pra cá, eu apenas entrei na dispensa onde tem um alçapão que dava para o telhado, assim fui me rastejando ate aqui. Explicou Carlo.
-temos que achar ele, não quero nem pensar no que pode ter acontecido com ele. Disse Marcela.
Enquanto isso Diego correndo ainda pela rua viu um lote vago onde tinha uma arvore que com ela ele poderia subir e pular o muro, e assim conseguiria ir pulando de telhado em telhado ate chegar na casa de seu tio novamente.
-então vamos ter que sair daqui e procurar ele. Disse Marcela.
-mas como vamos saber onde ele está, nem sabemos se ele esta vivo mais. Disse Ricardo.
-Marta olhou para ele com uma enorme vontade de esganá-lo.
-acho melhor todos nos esperarmos aqui e ver se ele aparece. Opinou Bruna.
-não podemos se aquela criatura ver a gente aqui, nos vamos virar comida dela, e devem ter muitas outras dela por ai. Disse Carlo.
-vocês vão e eu fico aqui esperando ele. Disse Ricardo.
Todos olharam para ele, e ficaram imaginando o por que dele ter falado aquilo, por que estaria arriscando sua vida por Diego.
-olha, como eu já estou infectado, não acho perigoso eu ficar aqui esperando ele, acho melhor vocês irem para algum lugar e quando ele chegar, nos iremos ate vocês.
-mas para que lugar? Perguntou Bruna
-o Diego queria ir para o shopping. Alertou Carlo.
-mas lá é perigoso não sabemos o que iremos encontrar lá. Disse Marta.
-mas é o único lugar onde podemos nos refugiar por um tempo, é o lugar mais perto onde consegui pensar. Falou Carlo.
-tudo bem então descemos ate a garagem e pegamos o carro. Finalizou Marta.
-ate mais ver Ricardo, e tome cuidado, tome esta faca se precisar. Disse Carlo lhe entregando a pequena faca.
Ao subir na arvore Diego consegue pular para dentro do muro da casa. Ao entrar ele fica surpreso pelo tanto de sangue que havia ali naquele local. Era tanto que ate parecia que tinha chovido sangue o daí todo.
Mas após andar um pouco descobriu do que era aquele sangue, havia um cachorro sem cabeça no chão, Diego não ficou preocupado, pois sabia que não havia perigo do cachorro levantar.
Ele apenas olhou em volta da casa para ver se não tinha nenhum perigo de ter algum morto vivo por ali, após ver que não tinha perigo olhou as maçanetas das portas se estavam trancadas, pois queria entrar, já estava escuro.
Não ia poder ficar pulando de casa em casa pelo fato de estar só e de que também era muito perigoso, Diego arrombou a porta e entrou com bastante cuidado.
Quando entrou viu que a casa estava em perfeita ordem não havia marcas de sangue nem de nada, acreditou que os moradores não estariam ali. Foi entrando nos cômodos e estava certo, a casa estava vazia. Ele apenas trancou a porta e foi preparar algo para comer, pois estava com muita fome.
Aquela noite seria muito longo, pois queria saber como esta sua família, estava com saudade de Marcela, queria saber onde Carlo estava.
Enquanto isso os outros seguiam em direção ao shopping no carro.
-olha aquela rua esta fechada não tem como a gente ir por lá, corta caminho por aqui Carlo. Disse Marta
Se você quiser dormir com os outros pode dormir, eu me viro aqui. Comentou Carlo com Marta.
No carro estava Carlo dirigindo, Marta no Banco de passageiro e os outros estavam dormindo no banco de trás.
-não vou dormi, só depois que chegar lá, falta pouco.
-tudo bem então, tenho que seguir devagar assim, pra não chamar a atenção de nada.
Os dois seguiram em frente ate chegar numa avenida conhecida, onde seguindo reto ela se podia chegar no shopping em apenas alguns minutos.
-de agora é só seguir meu amor, chegando lá vou tomar um banho e comer to com fome. Disse Carlo.
-estou preocupada com Diego, será que ele esta bem agora?
-deve estar, alem do mais ele...
Quando Carlo estava conversando com Marta, do nada, apareceu mortos vivos do nada, eram tantos em volta do carro que era ate complicado de passar.
Carlo então resolveu fazer uma pequena manobra com o carro, e seguir para a outra pista onde teve que cortar caminho por uma outra rua.
Enquanto isso Diego no quarto trocando de roupa depois de ter tomado um banho rápido, então decidiu ir ate a sala pra ver se algo na televisão estava passando ou se tinha algum filme, ele não ia conseguir dormi, desde que começou esse inferno ele não dormia.
Mas a chegar na sala, e ligar a luz da sala Diego se deparou com algo que o fez assustar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Capitulo 5 - O começo de um novo fim


Ao ver aquele garoto em cima do muro todos ali presentes ficaram de bocas abertas, pois ninguém consegui imaginar um jeito daquele garoto chegar ate ali.
Eles ficaram ali por algum tempo olhando para o garoto, mas não conseguiam pensar em nada, foi até que a garoto cortou o silêncio.
-o que foi que vocês estão todos parados me olhando, estou com fome.
Diego como de costume, foi até o garoto primeiro que os outros e o perguntou.
-como você chegou até aqui sem ser morto por essas criaturas?
Diego estava tão serio e assustado ao mesmo tempo que sua voz estava tão tremula que ele pensou que ia desmaiar.
-eu apenas desci de lá do telhado e vim aqui, eu estava procurando sobreviventes, fazia tempo que não achava ninguém. Disse o garoto dando um sorriso.

Marta e Carlo puxaram o garoto para dentro e acabaram percebendo uma enorme mancha em seu pescoço.
-garoto o que é esta mancha em seu pescoço? Perguntou Marta para o garoto.
-a cinco dias atrás minha mãe antes de virar uma coisa dessas ela me mordeu.
Nessa hora todos ali presentes se afastaram do garoto, até Diego que estava mais próximo dele, pegou a espada e apontou para o garoto.
-como assim, por que você não disse que estava infectado? Perguntou Diego ao garoto.
-eu não estou infectado, eu fui mordido mais por algum motivo eu não virei zumbi, antes que eu conseguisse fugir minha mãe me mordeu.
-então você fugiu de sua casa, além disso, você esta em um estado péssimo. Disse Diego.
-depois que minha mãe me mordeu, o lado esquerdo do meu rosto ficou todo desse jeito.
O lado esquerdo do rosto do garoto estava vermelho, com as veias todas afloradas, e seu olho estava vermelho como o sangue.
-olha eu não sinto nada de diferente em mim, por mais surpreendente que pareça, não me sinto mal. É como se nada tivesse acontecido.
-é muito estranho, pois ate agora todos os que eu v que foram mordidos, viraram zumbis quase que instantâneo. Disse Carlo
-isso é verdade, mas eu não entendo é melhor nem tentar entender o que ouve com você garoto, mas como você se chama mesmo? Perguntou Diego.
-é mesmo, eu me chamo Ricardo, prazer. Falou o garoto, no mesmo instante que seu estomago.
-ele deve estar com fome, alias há quanto tempo você não come Ricardo? Perguntou Marta
-nossa eu comi faz uns dois dias atrás, acho que foi um...
-nossa coitado ele nem lembra o que comeu, venha entre vou preparar algo bom pra você comer. Disse Marta.
Ricardo ao se sentar na mesa com as garotas, acabou chorando um pouco.
-o que foi que você ta chorando? Perguntou Marcela.
-e que eu me lembrei de quando meus pais estavam vivos, de quando a gente se sentava na mesa toda tarde pra tomar café.
Enquanto isso na área da frente Carlo e Diego discutiam sobre como iriam sair daquele setor e continuar a seguir rumo ao shopping.
-olha por mim a gente pegava um carro e ia ate lá. Disse Diego.
-o problema e que não sabemos se a gasolina vai dar, não sabemos como esta o shopping, tem muitos fatores que deixam a gente com duvidas a ir pra lá.
-isso é verdade, mas agora temos que ficar de olho primeiro e naquele garoto, o tal de Ricardo, ele é estranho. Comentou Diego.
-é verdade, mas você não acha estranho ele ser mordido e não virar uma daquelas criaturas?
-como assim, o que você esta insinuando? Perguntou Diego.
-olha é estranho, tipo, se ele não virar zumbi, que acho que não vai, ele pode ter o antivírus em seu corpo, no seu sangue sei lá. Comentou Carlo.
Enquanto os dois conversavam, os zumbis do lado de fora acabaram derrubando um pedaço do muro, onde já estava velho, Carlo atirou em algum deles, enquanto Diego correu para dentro de casa e pediu para que todos ficassem dentro do quarto, e todos foram correndo sem perguntar nada.
Do nada alguns zumbis entraram pela porta da frente da sala, Diego logo pensou onde estaria Carlo, como poderia ter deixado aqueles zumbis entrar, pensou se Carlo estaria bem, mas não tinha muito tempo pra pensar.
Enquanto ele estava ali decepando os mortos, Carlo o gritou lá de cima do teclado.
-Diego suba no teclado, correndo.
-o que houve, eu estou conseguindo matar eles. Respondeu Diego já com a voz ofegante.
-o problema não é esse não, e que tem mais do eu simples mortos vivos aqui em frente, fale pras garotas não fazerem barulho e você corra aqui pra cima agora. Gritou Carlo que estava atirando.
Logo após Diego gritar para as garotas não fazerem barulho porque eles iam subir no telhado, um enorme bicho estava atacando os zumbis, era algo enorme, parecia um cachorro mais era enorme, e ao tinha pelos pelo corpo.
-aquilo deve ser alguma mutação que ouve nele, ele esta atacando os próprios mortos vivos. Disse Diego.
-mas como você sabe que é mutação? Perguntou Carlo enquanto atirava nos mortos.
-olha enquanto eu olhava na internet, descobri que tudo isso foi coisa do governo, enquanto eles pesquisavam sobre minerais algo aconteceu, e daí não sei mais nada.
-mas e ai o que isso tem a ver com mutação? Perguntou Carlo.
-a é, olha, e que depois disso tudo começaram a aparecer animais estranhos na cidade vizinha onde aconteceu o incidente, daí pesquisadores levaram um desses animais e descobriram que são animais normais, mas que tiveram mutações e ficaram agressivos depois de um tempo.
Enquanto os dois conversavam e prestavam atenção na criatura, uma das meninas gritou, lá de dentro do quarto.
-socorro, socorro...
Era a voz de Bruna, enquanto todas as garotas estavam dentro do quarto, Bruna não conseguiu entrar e acabou ficando dentro do banheiro, e algum mortos conseguiu abrir a porta e estava tentando entrar.
Carlo e Diego desceram correndo do telhado e entraram dentro de casa.
-Diego você vai salvar Bruna, mate os zumbis que estão no corredor que eu te dou cobertura pra ao deixar eles passarem pra lá, aproveite e tirem elas de dentro de casa e levem elas pra casa de seu tio.
Diego mesmo estando com medo de que acontecesse algo de ruim a Carlo, ele cortou todos os mortos ali presente e tirou Bruna do banheiro.
-gente vamos, correm, temos que pular o muro e ir ate a casa do meu tio. Disse Diego para todas as garotas e para Ricardo.
-Carlo, venha! Gritou Marta.
Diego puxou ela pelo braço.
-venha, subam no telhado que eu irei ajudar ele, andem subam.
Diego no mesmo instante correu para dentro da casa, mas não viu onde Carlo estava.
-Carlo, Carlo, onde você está?
Diego ficou preocupado por não achar Carlo, mas ele já estava ali dentro, e havia muitos mortos ali, ele correu para a porta do fundo onde ele podia sair e subir no telhado, mas e Carlo, onde estaria?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Capitulo 4 - Novas esperanças


Após ter passado vários meses, Diego e sua família já estavam quase indo para a casa de sua avó.

-e então, vamos fazer assim ta bom? Disse Carlo.

-mas desse jeito a gente vai ter problemas. É perigoso. Disse Marcela.

-por isso queremos que vocês mulheres fiquem aqui, eu e o Carlo vai até a casa da minha avó e veremos se tem algum perigo.

-tudo bem, mas e se alguma coisa acontecer com vocês? Perguntou Bruna.

-pode ficar tranqüila mana, não vai acontecer nada.

Diego e Carlo subiram no muro e a primeira coisa que viram foi à porta aberta.

-a porta está aberta. Disse Carlo para Diego.

-eu sei, a gente vai descer e ver como esta as coisas.

-não faz o seguinte, a gente desce e fecha a porta, assim fica mais fácil dar uma geral no quintal. Opinou Carlo.

Carlo desceu e rapidamente fechou a porta. Logo após ele ter feito isso, Diego também desceu e os dois olharam em todos os lugares na área da frente, e logo após foram para o corredor que dava acesso ao quintal dos fundos.

Ao chegar lá, a tia de Diego estava no chão, não parecia ser um morto vivo, estava já em decomposição. Parecia ter morrido de outra coisa. Mas por via das duvidas Diego deu-lhe um tiro na cabeça, ele nunca gostou muito de sua tia por isso não teve receio de atirar.

A porta dos fundos estava trancada, então após terem dado uma olhada no lado de fora da casa, eles acabaram voltando para a porta da frente, onde eles poderiam entrar na casa.

-eu entro primeiro e dou olhada na sala, e você me dá cobertura, se tiver algum zumbi nessa casa só deve ter um, a da sua avó. Disse Carlo já com a mão na maçaneta.

Eles contaram até três, e Carlo abriu a porta e logo atrás Diego entrou também, após entrar o clima era estranho pois todas as vezes que iam lá era só alegria, e desta vez somente a morte pairava no ar.

Carlo continuou andando pela sala, onde acabou parando na cozinha. Lá estava tudo limpo, aliás, a casa toda estava limpa, talvez não tivesse zumbis por lá. Mas para onde será que foi a avó de Diego.

Diego por sua vez abriu a porta do banheiro, enquanto Carlo abria a porta do quarto da tia de Diego que estava morta na área dos fundos.

Por ultimo, eles decidiram abrir a porta onde a avó de Diego dormia, Carlo foi à frente, pois seria doloroso se ele visse sua avó sendo morta assim. Apesar de que ela já estaria morta.

Quando foram abrir a porta de surpresa não tinha ninguém somente uma cama cheia de sangue e uma carteira caída no chão, Diego foi pega-la para ver de quem era, e quando abriu descobriu que era de seu tio que morava logo ao lado.

-essa carteira é de meu tio, mas o que será que ela esta fazendo aqui?

-não sei dizer, mais aqui esta seguro para as garotas passarem. Disse Carlo voltando para o quintal.

Diego ficou pensando mas nada concluiu, mas lhe passou pela cabeça de que seu tio tinha passado por ali para levar sua avó no medico. Poderia ser uma explicação.

-garotas, vocês já podem passar, já está tudo pronto. Disse Carlo chamando as meninas para a nova casa.

Ao passar Marta e Bruna foram direto para a cozinha estavam com muita fome, Marcela deu um beijo em Diego que estava sentado no sofá.

-o que foi?

-e que eu não sei o que aconteceu aqui, minha tia estava morta logo ali atrás da casa, não parecia ter sido morto por zumbis. E minha avó não está aqui, a única coisa que encontrei foi a carteira do meu tio no quarto dela, cheio de sangue.

-será que ela não está na casa de seu tio?

-pode ser que sim, mas isso eu e o Carlo vai olhar amanha cedo, hoje o dia foi cansativo pra mim.

Diego se levantou e foi direto para o quarto de sua tia, lá se deitou.

-O que foi com Diego? Perguntou Marta a Marcela.

-não sei ele disse que estava cansado.

-não foi isso que aconteceu. Disse Carlo lavando o quarto.

No momento em que eles estavam conversando na sala, uma grande explosão se pode ouvir de longe, era na casa de frente, quando todos foram olhar dezenas de zumbis estavam na rua, e uma grande cratera havia no lugar onde era um bar, ao lado da casa vizinha.

-o que pode ter acontecido aqui? Perguntou Marcela assustada.

-sinceramente não sei, parece que explodiu alguma coisa, mas e esse tanto de zumbi aqui fora? Disse Marta.

-o que esta acontecendo disse Diego já na área.

-alguma coisa explodiu aqui fora e por um acaso ou sei lá, milhares de zumbis estão aqui fora, olhe.

Quando Diego subiu no muro para ver, ele se espantou, era milhares de zumbis, eram tantos que lá fora parecia um mar de pessoas. A rua estava completamente tomada por aquelas criaturas.

-gente vamos voltar pra dentro de casa e tomar cuidado pra eles não ver a gente aqui, porque se eles nos virem todos vão querer entrar e daí a gente vai estar em uma enrascada. Disse Carlo reforçando o portão.

Mas logo apos Carlo ter dito aquilo uma outra grande explosão se pode ouvir, mas não era uma explosão comum, uma grande fumaça preta se pôde ver.

Diego e Carlo subiu no telhado para ver o que estava acontecendo, e descobriram que um posto de gasolina havia se acabado em chamas, por isso explodiu em vários lugares por causa do material que estava dentro da terra.

-espere, Diego aquilo não é um garoto? Perguntou Carlo apontando para uma casa do outro lado da rua.

O garoto estava em cima to telhado também, estava parecendo que ia se suicidar, pois estava olhando para os zumbis. Carlo Gritou de longe para ver se o garoto escutava. Mas estava muito longe.

-o que vamos fazer? Não podemos deixar aquele garoto ali morrer assim. Perguntou Marta.

-já sei eu vou subir no teclado do sobrado do meu tio, e de lá a gente grita o garoto, e ele pode ver a gente. Opinou Diego.

-você ta doido, a gente não sabe como esta a casa de seu tio se tem algum morto por lá, ainda não examinamos. Disse Carlo.

-e tem outra coisa, como iremos trazer o garoto pra cá? Perguntou Marcela.

-isso é verdade, mas a primeira coisa é fazer aquele garoto viver, e nos ver, então vou subir aqui, daqui a pouco vou voltar. Disse Diego subindo o muro da casa de seu tio.

-Diego eu vou ficar aqui em cima do muro pra te dar cobertura, pega uma arma, tome.

-não brigado Carlo, eu prefiro minha espada.

Diego subiu no muro da casa de seu tio e de lá pulou para sacada onde de lá podia gritar o garoto, quando ele chegou na sacada, ele logo olhou para a porta e para a janela onde dava pro quarto de seu tio, ele preferiria ficar ali onde estava mas tinha que ir lá ver se estava aberta, pois seria muito perigoso se alguma coisa saísse de lá e o atacasse.

Ao ver que a porta estava trancada, ele logo correu para a sacada e gritou bem alto para o menino que estava no telhado. Ele gritou tão alto que também chamou a atenção dos mortos vivos. Logo em volta da casa de seu tio e da casa de sua avó estava cheia de zumbis.

Ele não se importou, logo que o garoto tinha olhado pra ele. Diego fez um sinal para o garoto esperar. O pequeno menino fez que sim com a cabeça, assim Diego teve a certeza que agora era só dar um jeito de ir lá e buscá-lo.

Diego desceu ate a casa de sua avó novamente e Marcela lhe deu um abraço.

-olha ele já me viu e pedi para que ele me esperasse, ele respondeu que sim, agora é só bolar um jeito de ir lá buscá-lo.

Do nada, uma voz de um garoto chegou ao ouvido de todos ali presente.

-olá?

Todos olharam para o muro e ali estava o garoto que agora a pouco estava em cima do teclado, todos ficaram com medo, pois como aquele garoto conseguiu passar por todos aqueles zumbis, e como ele chegou aqui e está vivo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Capitulo 3 - Verdades e mentiras


Quando a pequena garota caiu sobre os braços de Diego, Carlo logo percebeu que aquela pequena garota era a filha do velho homem que eles tinham acabado de matar logo ali no quintal.

-cuide dela que eu vou lá chamar sua mãe e sua irmã. Disse Carlo.

Ele fez isso porque sabia que se a garota estava lá dentro é porque não havia nenhum morto lá dentro. Daí sabia que já estava seguro para Marta e sua filha vir.

Quando Carlo contou para Marta e Bruna o que tinha acontecido, elas ficaram assustadas. E logo correram para a casa.

-meu Deus como pode ela ter ficado tanto tempo sozinha aqui nessa casa, ela deve ter ficado muito assustada, coitada. Disse Marta segurando o braço dela.

-vamos levar ela para dentro, mãe dê um banho nela, eu vou fazendo a comida pra gente, vou ver o que tem para preparar.

Enquanto Marta dava o banho na garota, Bruna se sentou no sofá e ligou a televisão, e viu que algo estava passando na televisão. Parecia algum programa de culinária, Bruna amava fazer comida, naquele dia ela foi até a cozinha e começou a preparar comida.

Eles ficaram na casa por um longo tempo, a garota voltou a conversar, e se relembrou de Marta e de Diego. Quando a vida ainda era fácil eles conversavam muito na rua, ela e Bruna sempre ficavam brincando de vez em quando, assim ela podia ficar perto de Diego, ela tinha uma pequena paixão por ele.

Apesar da pequena diferença de idade, ela era bem tímida, e não tinha coragem de se declarar, teve uma vez que ela ficou toda vermelha porque Diego chegou perto dela para conversar.

Quando ela saiu do banho ela se sentou na cadeira que estava na cozinha, e olhando para Diego ela se lembrou de varias coisas que a fez rir. Por exemplo, o dia que ela foi ao clube e ele estava lá com alguns amigos, ele a viu e foi cumprimentá-la, mas ela ficou com tanta vergonha que começou a gaguejar.

Apesar disso tudo que aconteceu Diego não percebeu o que estava acontecendo perto dele, ele sofreu muito com alguns relacionamentos que teve, por isso, não ligava muito para namoro. Ele era o tipo de cara de personalidade estranha, uma hora ele gostava de ficar com muitas garotas, mas de uma hora para outra ele mudava de idéia.

E ela nunca tinha namorado, por que seu pai era muito rígido com ela, ela saia para a rua mais em festa nunca tinha freqüentado, mas ela tinha crescido bem rápido porque sempre ajudava seu pai no serviço de casa e sabia o significado de responsabilidade.

Mesmo assim, ela não tinha coragem para se declarar para Diego mesmo naquela situação de desespero que o mundo se encontrava.

Marta já havia percebido o sentimento da garota por Diego, assim ela foi até a garota para conversar.

-oi Marcela, você já está melhor?

-estou sim obrigado. Disse Marcela.

-sabe que às vezes a gente tem que ariscar um pouco na vida para ser feliz?

-como assim? Perguntou Marcela.

-olha eu vejo a muito tempo que você gosta do Diego.

Marcela ficou espantada com o que Marta falou pra ela, ela nunca imaginava que alguém sabia disso, ainda mais a mãe de Diego, ela ficou calada um pouco sem dizer nada, mas logo interropeu o silêncio.

-eu gosto dele mesmo, mas nunca tive coragem, sabe meu pai poderia brigar, e o Diego talvez não goste de mim.

-eu poderia ajudar você a ficar com ele, sabe, só tem nos aqui vivos, você é a única pessoa viva que nos encontramos a mais de três meses, e acho que ele vai gostar de saber o que você sente. Disse Marta

-mas como você pode me ajudar, ele nem olha para mim, e nos estamos com tantos problemas aqui já. Comentou Marcela abaixando a cabeça.

-eu vou pensar em algo e te falarei.

Marta se levantou da mesa e foi até o banheiro precisava tomar um banho também, e enquanto isso, Diego e Carlo limpavam o quintal e reforçava o portão.

-nossa, mas será que isso vai acabar quando? Disse Diego.

-sei lá, eu já estou até acostumando com a idéia de ficar mudado de casa toda hora. Respondeu Carlo dando uma risada.

-é serio, olha só a Marcela, ela perdeu o pai e agora só tem a nós, e quando acabar as casas no quarteirão o que vamos fazer?

-não tinha pensado nisso, mas olha podíamos ir para algum supermercado, ou pegar algum carro e ir até o shopping. Comentou Carlo.

-falar é fácil quero ver fazer, e não sabemos como está por lá também.

Nesse exato momento Diego teve a idéia de ir até seu note book e pesquisar sobre o shopping que havia perto de sua casa, o shopping Bariti. Mas nada encontrou.

Logo depois de algum tempo Carlo decidiu com Diego que de alguma forma deveriam ir para o shopping mesmo não sabendo o que iriam encontrar por lá. Mas pelo que pensou, o shopping devia estar totalmente fechado, porque o ataque foi de madrugada, por isso ele estaria fechado.

-o shopping deve estar totalmente livre de zumbis, mas como podemos chegar lá? Perguntou Diego.

-quando chegarmos à casa de seu tio poderia pegar o carro e seguir para lá. Disse Carlo.

O tio e a avó de Diego moravam na mesma quadra que Diego, a avó e o tio eram vizinhos, e ficava umas dez casas depois da onde Diego morava.

-isso é verdade, mas como fazemos se a vovó e o tio viraram zumbis, eu tenho certeza que não terei coragem de atirar neles. Disse Diego.

-eu atiro você tem que ver que eles não são mais quem conhecemos. Comentou Carlo pegando uma toalha indo direto para o banheiro.

Já estava ficando de noite e Marta e Bruna já estavam deitadas, Carlo estava tomando banho enquanto Diego e Marcela ficaram conversando na sala.

-nossa, eu nem sabia que você gostava de rock. Disse Marcela rindo.

-pois é a gente é vizinho e nem sabe nada um do outro, mas agora a gente tem bastante tempo para se conhecer. Disse ele se deitando no sofá.

-pode se deitar aqui no meu colo, você deve estar cansado.

Eles ficaram conversando por um longo tempo, ele no colo dela, e ela fazendo carinho em seu cabelo. Ele acabou pegando o sono, Marcela sentiu uma enorme vontade de beijar Diego, mas só não beijou por medo dele acordar.

Ela se levantou e acabou indo para o quarto ela, onde ela demorou umas duas horas para dormi, pensando em Diego e feliz por que ele estava dormindo bem ao lado do quarto.

O dia amanheceu e Marcela logo tratou de se levantar e preparar um café para Diego, Carlo ao se levantar ficou até surpreso, ele sabia o que a garota sentia por Diego, Marta havia contado na noite anterior.

-bom dia Marcela. Disse Bruna que também tinha acabado de acordar.

-bom dia, fiz algumas torradas e um café pra vocês.

-obrigado, ta ótimo, já pode casar. Comentou Carlo dando uma olhada para Diego que estava dormindo no sofá.

Marcela como toda garota, mesmo nessas horas de preocupação gosta de se cuidar. Ela aproveitou que todos estavam ocupados dentro de casa e foi até o quintal para se bronzear, ela era bem tímida por isso não gostava que ninguém a olhasse fazendo essas coisas.

Mas enquanto ela estava deitada tomando sol perto da piscina, Diego chegou.

-olá, posse me sentar?

-claro. Marcela ao ver Diego ficou com tanta vergonha que ficou vermelha.

-se eu estiver te incomodando posso te deixar sozinha.

-não precisa, pode ficar.

-o que será que vai acontecer com a gente? Disse Diego olhando para o céu.

-sinceramente não sei, talvez possamos viver, ou morrer, o nosso futuro é incerto.

-isso é verdade, mas quer saber, daqui um tempo podemos voltar a ter a vida que a gente tinha antes.

-como assim? Repovoar o planeta de novo? Comentou Marcela dando uma risadinha.

-não tinha pensado nisso.

Os dois ficaram conversando por horas ali até que começou a chover, Diego e Marcela saíram do quintal e foram para a varanda, enquanto ela se enxugava com uma toalha que estava na varanda, ele foi até a sala para pegar uma outra camisa para ele, já que a que ele estava usando se molhou por causa da chuva.

-nossa está todo mundo dormindo acredita? Disse Diego tirando a camisa que estava molhada.

-é o tédio, não tem nada para fazer, o melhor e dormir.

-não é não, podemos entrar na internet, sei lá assistir um filme. Opinou Diego.

-é pode ser.

-o que foi? Diego olhou para Marcela, e ela estava com a cabeça baixa, parecendo que estava com vergonha.

-nada não, é que...

-fala, pode falar. Disse Diego chegando perto dela.

Do nada Marcela puxou Diego e lhe deu um beijo, eles ficaram ali por uns cinco minutos, ao acabar, Diego olhou assustado para ela, e retribuiu o beijo.

Junto com o cair da noite, Diego e Marcela também caiu em um delírio de amor, naquela noite, Marcela se tornou uma mulher junto à pessoa que ela mais gostava. Ela pôde esquecer dos problemas, esqueceu de tudo que estava acontecendo no mundo, eles pareciam estar em outro lugar.

Capitulo 2 - Aprendendo a sobreviver


Após passar uma semana na casa Diego treinava golpes de espada que tinha aprendido em um site de samurai, Marta passava o dia lendo livros com Bruna enquanto Carlo fazia as contas das comidas e o balanceamento de cada dia.

Para poderem sobreviver mais, mesmo que iriam pular de casa em casa, teriam que fazer a comida da casa de onde estava durar muito, pra assim, não correr o perigo de chegar à outra casa e não ter tanta comida.

Os dias foram passando e nenhuma noticia foi dada sobre o incidente que assolava o mundo até que Diego quando mexendo no note book, se deparou com um vídeo em um site de relacionamento.

“Estamos aqui no Japão, onde descobrimos que existe um único local que não esta afetado por essas aberrações, talvez seja porque eles são estavam preparados.”

O vídeo era feito por jovens brasileiros que estavam no Japão. Mais o vídeo não passava disso, e nem tinha outro, só havia esse pequeno trecho onde Diego ficou vendo por um longo tempo, e pensando em como o mundo se tornou um caos.

Quando era lá para 19h00min, Diego foi ao quintal para treinar com a espada, ao chegar lá reparou em algo no céu que lhe chamou a atenção, havia um helicóptero parado a umas cinco casas depois, parecia estar jogando algo no chão.

Após jogar, ele foi embora, Diego correu para dentro e contou o acontecido, Carlo e os outros opinaram que podia ser resgatando pessoas, mas Diego logo retrucou dizendo que eles estavam era derrubando algo, e não pegando.

Carlo subiu no telhado da casa para ver se havia algo de diferente acontecendo ao redor deles, mas para surpresa dele e de Diego principalmente não tinha nada de mais.

-eu tenho certeza que era algo bem grande, por que se não eles não usariam cordas tão grossas iguais eu vi. Retrucou Diego.

Após ver que não tinha nada, Diego simplesmente desceu e foi ao seu note book para ver se conseguia algo que satisfizesse sua cede, logo após mexer e mexer achou algo que ficou interessado.

Em uma pagina da internet, havia um folheto que descrevia como o mundo estava ruim, nele havia algumas coisas que o deixaram de boca aberta, e sem acreditar muito chamou todo mundo para ver. No folheto dizia:

O mundo está um caos, nas ruas zumbis comendo nossa carne, bombas estão sendo jogadas nas cidades que eram mais populosas para o governo, acho que é para eles poderem reconstruir, e além do mais, descobrimos que o governo está deixando algumas caixas pretas em alguns pontos de toda a cidade, pode ser uma bomba, ou talvez até algo pior, se o mundo esta sendo atacado por “zumbi”, podemos esperar de tudo.

Quando leram o folheto, Diego logo correu para o telhado junto com Carlo. Talvez para ver se conseguisse ver algo que seus olhos poderiam ver e acreditar naquele folheto, mesmo sabendo que as pessoas estavam comendo carne uma das outras eles não podiam acreditar e nem colocar o nome de zumbi nelas, pois somente em filmes e jogos, existia isso.

No momento em que os dois subiram no telhado eles viram algo que não podiam acreditar mesmo que eles estivessem vendo, era algo tenebroso e monstruoso, que nem mesmo Diego que jogava os mais variados games de terror poderia acreditar.

Sem poder falar nada, Carlo puxou o braço de Diego e saíram do telhado, quando entraram em casa, desligou as luzes e qualquer coisa que fizesse barulho.

-o que era aquilo? Perguntou Diego.

-como é que eu vou saber, nunca tinha visto aquilo, nem naqueles seus filmes de terror. Comentou Carlo.

O que eles tinham visto era uma criatura tão bizarra que até uma pessoa sem cabeça era mais bonita de se ver, parecia um gorila só que sem pelo, era gosmento, tinha mais ou menos dois metros de altura, e estavam saindo daquele enorme container que os soldados haviam soltado no chão.

Quando Diego e Carlo contaram o que tinham visto, Marta e Bruna ficaram de boca aberta, sem saber o que falar.

Todos eles ouviram um grande rugido, logo após uma explosão, todos eles saíram e Diego e Carlo subiram no telhado novamente para ver o que estava acontecendo. Naquele momento viram que o monstro estava correndo atrás de algumas pessoas que estavam na rua, o monstro foi atrás das pessoas seguindo para a rua abaixo.

-nossa esse animal é um monstro, será que ele vai voltar? Perguntou Diego.

-não sei, pode ser que ele sinta o cheiro de humanos ou coisa parecida. Disse Carlo.

Os dois voltaram para dentro, e saíram procurando pela casa se havia alguma arma escondida, e por sorte tinha uma arma, uma pequena pistola, tinha bastante bala, que até servia para a arma que Diego carregava.

Eles estavam preparados, pois de alguma forma sabiam que aquele monstro iria aparecer, mas se passou duas, três, cinco horas, e nada apareceu.

A madrugada chegou e eles acabaram pegando no sono, mas apenas Diego continuou acordado, ele se sentou no sofá, com a espada na cintura e a arma na mão direita, olhando para a televisão que já não tinha sinal algum.

Ele passou a madrugada toda sentado ali, e quando foi exatamente as duas horas da madrugada a televisão pegou sinal, e ele acordou de repente, com o barulho de um noticiário, onde um repórter entrevistava um soldado:

-quer dizer que algumas partes do mundo vão ser bombardeadas para assim matar a praga? Perguntou a repórter.

-isso, mas nos já retiramos todos os sobreviventes das regiões, por isso não haverá perigo de algum mal a nossa sociedade. Respondeu o soldado.

Diego por causa do sono não entendeu muito bem, e parecia estar em algum tipo de transe por que estava muito cansado, fazia muito tempo que não dormia direito.

Ele apenas ficou do mesmo jeito que estava, se levantou e foi até a cozinha onde abriu a geladeira e comeu um pedaço de bolo que tinha. Ele estava agoniado com alguma coisa, após comer o bolo, ele começou a fazer exercícios, abdominais, e ficou assim até o sol aparecer.

Quando Carlo acordou para fazer o café, Diego estava na mesa, e começou a falar sobre o noticiário que ouviu de madrugada.

-sabe o local onde estamos vai ser bombardeado.

-o que você está falando? Perguntou Carlo.

-estava acordado ontem de madrugada, e acabei vendo um noticiário na televisão, onde dizia que soldados de vários paises vão soltar bombas por todo o mundo.

-será que é verdade? Pode ser algum ataque comercial. Disse Carlo.

-como ataque comercial, o mundo ta um caos, o que eles poderiam ganhar com isso? Não conte nada para minha mãe nem para a Bruna. Recomendou Diego.

O tempo se passou e com o tempo a comida também foi acabando, e logo tiveram que se mudar para casa vizinha, mas havia um grande problema com a casa vizinha, ela era toda fechada e não tinha como entrar se não pelo portão da gente, eles teriam que tentar entrar na outra casa.

Após discutirem, não havia outra solução, logo Carlo e Diego subiram no telhado e correram para a outra casa. Chegando lá uma surpresa, na casa morava um homem e sua filha mais nova, o homem era pai da garota, ela tinha uns 16 anos.

O problema era que o pai da menina estava no quintal de pé, e quando Diego e Carlo subiram no muro, o velho correu para cima deles, Carlo, subiu em uma caixa de madeira enquanto Diego dava cortes nele com sua espada, o velho já caído no chão, ainda tentava arrancar um pedaço da carne de Diego. Que parado em frente ao velho lhe deu um tiro no meio da testa.

-essa doeu. Disse Carlo com um sorriso no rosto.

-é mais agora sabemos como são essas criaturas, eles são violentos, e sabem correr, devem ter a mesma força de quando eram vivos. Disse Diego limpando a espada em uma camiseta no varal.

Eles deram voltas no quintal procurando vestígios de algum morto vivo, mais não encontrou nada, logo após verificarem o quintal e ver que não havia perigo, Carlo subiu no muro para avisar Marta e Bruna de que já estava seguro pra elas ficarem no quintal. Mas no momento em que Carlo subiu no muro, um enorme cachorro veio correndo em direção de Diego que com o susto acabou caindo no chão.

Carlo derrubou uma caixa de madeira que havia ali perto em cima do cachorro que após isso o paralisou, ele então Carlo lhe deu um tiro na cabeça, estourando os miolos para fora.

-acho melhor não chamar mamãe pra cá ainda não. Vai que alguma coisa dentro de casa também. Disse Diego ainda caído no chão.

-se levante e vamos dar uma olhada dentro de casa.

Eles foram à direção a casa, mas para uma grande surpresa deles, antes que chegassem a porta de madeira rústica se abriu mostrando uma garota toda suja, na hora pensaram ser mais um zumbi, estavam preparando as armas para atirar quando a pequena garota caiu ajoelhara no chão e disse:

-socorro, socorro... Disse a menina chorando e já nos braços de Diego.

Capitulo 1 - Tentando sobreviver


Naquela noite, Diego foi dormi mais cedo, tinha acabado de comprar um note book novo. A noite estava fria e por algum motivo havia um pouco de neblina no ar do bairro onde morava, sua mãe Marta e seu padrasto Carlo junto com sua irmã Bruna também já estavam dormindo naquela hora.

E como de costume, Diego sempre dormia ouvindo seu MP3, e às vezes dormia com sua katana ao lado, era uma espada japonesa que havia comprado em um evento.

Antes de dormir ficou pensando no estava acontecendo com o mundo, estava um caos nos outros paises, um vírus estava matando pessoas, mas ainda não havia infectados no Brasil. Mesmo assim ele adormeceu pensando no incidente.

No meio da madrugada, todos da casa acordaram com alarmes de carros de policia nas ruas, eram muitos, Marta então pensou que estava acontecendo algum assalto pelo setor, porque moravam em um local muito perigoso. Mas logo voltaram a dormir.

As cinco da manha Carlo sempre levantava para arrumar algumas coisas, ou até assistir aos noticiários pela manha, mas naquela manha ele acabou acordando a todos para poder assistir ao jornal da manha.

“Para vocês que esta em casa isso pode ser uma brincadeira de mau gosto mais não sabemos como é por que esta acontecendo. Pelo mundo todo está havendo ataques, algumas pessoas estão sendo atacadas nos hospitais, por isso fiquem longe dos hospitais e postos de saúde.”

Diego e toda sua família ouviram um grito vindo de frente a sua casa, e foram ver, era uma mulher que estava caída no chão estava toda cheia de sangue e havia duas pessoas em cima dela, parecia estar mordendo ela.

Mas era horrível de acreditar e de se ver também, assim fecharam à janela.

-meu bem ligue a TV para ver o que esta acontecendo. Disse Marta.

“Foi descoberto que o vírus que estava atacando todo o mundo é uma arma biológica, não sabemos ainda quem é o responsável, mais logo saberemos, por enquanto não saia de suas casas, o uso de armas de fogo e armas brancas está liberado, o vírus transmite através de sangue e de qualquer contato com ele, não deixe que essas pessoas infectadas cheguem perto de você”.

Todos eles ficaram parados em frente da televisão sem ao menos dizer nada, apenas Carlo se levantou e verificou as portas e janelas, e depois voltou a sentar no sofá.

Diego por sua vez, entrou em seu quarto e ligou seu note book, enquanto ele se iniciava, Diego pegou sua katana e pediu para que Carlo fizesse corte nela. Ela era só de demonstração, mas agora poderia ser para salvar a vida dele.

Quando Bruna acordou Marta logo a explicou o que estava acontecendo, Bruna como uma garota de oito anos não entendia o que estava acontecendo, mas de alguma forma sabia como se portar.

-Olha gente, nos temos comida para mais de dois meses, podemos ficar aqui sem se preocupar, o duro vai ser depois, como vamos fazer para conseguir comida. Disse Carlo.

-olha, podemos ir pulando os muros das casas vizinhas para assim não ficar com fome sabe, por exemplo, a casa aqui do lado, poderíamos abrir a porta e ficar lá até que a comida acabe e pulamos para a próxima, assim não morreremos de fome. Opinou Diego.

-essa é uma boa idéia, mais e se tiver alguma pessoa contagiada? Vai ser um problema. Disse Bruna.

-vamos ter que matá-las. Disse Diego com a katana na mão.

-não é tão fácil assim, é perigoso. Avisou Carlo que estava sentado na cama do quarto do Diego.

-temos já algumas armas, tenho minha katana, e lá dentro da minha gráfica aqui na frente tenho uma arma. Disse Diego que tinha uma lojinha em casa.

Todos ficaram pensativos mais logo se acostumaram com a idéia, Diego começou a mexer na internet para ver como estava o mundo, Marta foi fazer alguma coisa para todos comer, enquanto Carlo fazia armas de facões e paus que havia dentro de casa e no quintal, Bruna continuou ali sentada na cama de Diego, parecia estar com frio.

Enquanto tomavam o café da manha, cada um deles pensava em como seria a vida deles de agora em diante, pensava em como estariam seus amigos e familiares, parentes, mais ninguém sabia ou saberia como estavam, pois a linha telefônica não dava sinal, graças a internet via radio Diego podia ficar ligado no mundo e em tudo o que acontecia fora de sua casa.

Por mais que todos se faziam de fortes cada um deles sentia medo por dentro, e vontade de chorar, mais sabiam que não poderiam fazer isso, cada um ali dava forças para o companheiro.

Quando chegava a noite somente os gritos das pessoas infectadas davam para se ouvir, ninguém conseguia dormir nos primeiros dias, mas logo depois de duas semanas já podiam cochilar sem medo, mas Diego sempre dormia mais tarde e acordava mais cedo, sempre pregado em seu note book.

Quando seus mantimentos estavam acabando, Carlo começou a avisar.

-temos que bolar um plano para pular para a casa da frente e ver se não tem perigo a gente ficar por lá. Por que aqui onde estamos é seguro, já estamos aqui faz quase dois meses e nada aconteceu.

-eu e você pulamos para o outro lado e faz o serviço, se tiver que acabar com alguém a gente acaba, ou então pegamos à comida e voltamos pra nossa casa, o que a senhora acha mãe? Perguntou Diego para Marta.

-vamos tentar, quem sabe não podemos fazer igual você disse, ir pulando de casa em casa, assim não íamos cansar muito, mais eu e Bruna vamos ter que ficar sempre na casa anterior para assim não sofrermos nada se algo acontecer. Disse Marta.

-tudo bem, então você que teve a idéia, agora nos vamos pular o muro da casa vizinha e ver se tem alguém no quintal ou dentro de casa, quando estiver tudo limpo, a gente chama você ta meu bem? Disse Carlo para Marta.

-está certo, eu e Bruna vamos esperar dentro de casa.

Antes dos dois pularem o muro, fizeram uma lista das pessoas que moravam na casa, e quantas pessoas dormiam na casa. Pois assim ficaria mais fácil.

Ao fazer a lista, eles pularam o muro e deram uma olhada no quintal todo, não havia nada, o portão estava trancado e estava tudo seguro, agora faltava olhar dentro de casa.

Eles tentaram abrir todas as portas, mas não conseguiam estavam trancadas.

-as pessoas que estavam aqui devem ter morrido em quanto estavam dormindo então se prepara porque vai ter gente aí dentro. Disse Carlo.

Carlo pegou um arame e conseguiu abrir a porta dos fundos, a porta dava para a cozinha da casa, aparentemente não tinha nada errado.

-tome cuidado em? Isso não é como em um jogo, se você for mordido não tem volta. Alertou Carlo para Diego.

Carlo apontou para a sala que ficava logo a frente, Diego deu cobertura para Carlo, Carlo entrou na sala e também não havia nada, então olharam para os dois quartos que tinham a casa.

-devem star nos quartos. Cochichou Diego.

Carlo abriu a porta do banheiro que ficava no meio dos dois quartos, agora só ficou sobrando os quartos para serem examinados, o primeiro quarto a ser aberto foi o quarto de porta azul, onde poderia estar o filho da dona da casa.

Ao abrirem a porta também não tinha nada, ficaram preocupados, pois em nenhum dos cômodos tinham encontrado ninguém.

-agora só falta o quarto da mulher, talvez ela trouxesse o menino para dormir junto com ela, para morrerem juntos. Disse Diego.

Carlo foi à frente e abriu a porta mais para a surpresa dos dois não tinha ninguém dentro também.

-para onde será que foram eles? Perguntou Diego.

-não sei, vamos dar mais uma olhada no quintal e a casa, vamos dar mais duas olhadas, e colocar reforços no portão e nas portas.

Ao fazer tudo isso, eles fecharam a porta dos fundos e voltou para avisar a Marta e Bruna.

-vocês acreditam que eu tinha esquecido que eles tinham viajado semana passada. Disse Marta.

-isso é bom, já podemos ir para a casa ao lado, pois não tem comida aqui mais, Diego pegue tudo o que você tem para pegar, e vamos para o outro lado. Disse Carlo.

Quando todos já estavam prontos e já tinham pegado tudo, roupas, armas, note book, tudo o que eles iam precisar.

Assim eles pularam para o outro lado, quando entraram na casa, viram que poderiam ficar lá por uns três meses também porque a dona da casa tinha feito compras para assim que chegar de viagem não precisar se preocupar.