
Quando Diego acendi a luz e olha para a parede vê um garoto apontando uma arma para ele. O garoto tinha cabelo liso era magro e parecia estar sabendo o que fazer.
-quem é você ? perguntou o garoto.
-meu nome é Diego, estou aqui só pra me afugentar.
-tudo bem, mas aqui já é o meu lugar saia daqui ou eu matarei você.
-olha só vou ficar aqui hoje, amanha eu vou embora cara.
-tudo bem só hoje, mas só hoje...
O garoto apenas abaixou a arma e foi ate um dos quartos que estava fechado e abriu ela com uma chave que estava embaixo do carpete.
Diego ficou ali na sala, e apenas se sentou no sofá e acabou pensando em como estariam todos. E como ele faria pra encontrá-los novamente.
O garoto saiu do quarto com um cobertor e um travesseiro, e jogou em cima de Diego, Diego apenas olhou para ele assustado.
-desculpe meu mau humor, e que eu não vejo ninguém faz tempo.
-tudo bem, não ligue. Meu nome é Diego.
-prazer o meu é Edward.
Os dois conversaram ali mesmo na sala. E falaram sobre tudo o que ocorreu com eles.
-eu mesmo tive que matar meu próprio cachorro, antes que ele virasse uma dessas coisas.
-eu vi ali fora, mas você não pensa em sair daqui não?
-claro que penso, mas não sei para onde ir. Disse Edward.
Diego olhou para o relógio, e depois olhou atentamente para Edward.
-olha eu e minha família vamos para o shopping, se você quiser vir junto.
-claro que quero, mas aonde esta sua família agora?
-estou tentando achar eles, na verdade eles estão na casa aqui ao lado, daqui umas três casas.
- mas como você se separou deles?
-é uma longa historia, mas foi assim...
Diego e Edward continuaram a conversar ali na sala como se fossem amigos já faziam anos. Mas enquanto isso perto do shopping.
-Tudo bem escapamos daqueles mortos, mas não está seguro aqui ainda, temos que chegar no shopping. Disse Carlo.
-eu sei, então ande rápido meu bem, não quero mais ser surpreendida por essas aberrações.
Carlo continuou com o carro até chegar na rua que dava ao shopping, a rua estava interditada, havia carros e mais carros parados na rua, não tinha como passarem por ali de carro, mesmo se contornassem teriam que andar um pouco para entrar no shopping.
Gente acorda, temos que ir andando até o shopping, por que não tem como continuar com o carro. Disse Carlo acordando o pessoal que estava dormindo no banco de trás.
-como assim, não acredito que teremos que ir andando até la dentro do shopping, e se não tiver como entrar a gente vai morrer. Disse Bruna toda assustada.
-vai ser o jeito, ou a gente faz isso ou voltamos pra trás, porque continuar de carro é praticamente impossível, olhe você mesma.
Todos saíram pra fora do carro, Carlo foi na frente e olhou tudo pra ver se havia algum zumbi por perto, na verdade ele tinha visto alguns zumbis logo na frente do shopping mas eles estavam ocupados comendo um cadáver logo na esquina.
-tudo bem, vai ser o seguinte, tem poucos zumbis logo ali na frente nos vamos ter que contornar e dar um jeito de entrar pela coordenação.
A coordenação ficava logo ao lado da entrada, ficava longe da onde os zumbis estavam, mas todo cuidado é pouco, mesmo se Carlo e os outros não fossem visto, poderia ser que mais a frente teria algum.
Todos eles começaram a andar em direção a pequena porta vermelha que havia ao lado, até chegar nela tinha um corredor longo, era fácil passar por ele, ele era reto e longo, não era complicado de chegar na porta.
Do outro lado do bairro, Diego e Edward estavam terminando de conversar na sala.
-pois é, foi assim que aconteceu. Disse Diego.
-então vamos lá, em vez de ficar aqui esperando o dia amanha vamos lá, como é ruim pra gente enxergar de noite pra eles também é.
-tudo bem, vamos então é até melhor que possamos ir para o shopping mais cedo e lá sim é seguro. Concordou Diego.
Os dois se levantaram do sofá e pegaram tudo que tinha pra pegar, Diego pegou sua espada, e se vestiu direito, enquanto Edward se vestiu no quarto também e logo após foi ate a cozinha e pegou algumas bolachas e salgadinhos que havia no armário.
-Diego pega a mochila que esta em meu quarto e encha aqui pra mim de suprimentos, vamos precisar, e pegue remédios também que esta logo na escrivaninha do lado da cama, por favor.
Diego foi ate o quarto e pegou todas as coisas que Edward havia pedido a ele.
-tudo bem, já estamos prontos agora é só partir até a casa onde se encontra sua família. Disse Edward já na porta.
-tudo ok então, vamos embora, não esqueceu nada né? Perguntou Edward.
-esta tudo aqui comigo, então vamos embora?
-vamos sim. Disse Edward abrindo a porta dos fundos.
Já no shopping Carlo e os outros passavam por apuros, ao entrar na sala de organização do shopping havia alguns zumbis na sala, e eles tiveram que correr e se esconder e se trancarem no banheiro.
-o que faremos agora gente? Perguntou Marta
-o melhor e esperar aqui até que o Diego chegue com o Ricardo. Opinou Bruna.
-não e não, nos não vamos ficar aqui muito tempo, e outra temos que comer né gente, olha são apenas três zumbis lá fora, eu vou e mato eles ou tento distrair eles e vocês correm para o shopping. Disse Carlo.
-claro que não e se lá no shopping tiver mais zumbis ? olhou Marcela com susto.
-então fica assim, eu vou lá fora e mato eles.
Carlo saiu do pequeno banheiro e matou um zumbi empurrando ele para cima de uma estante que estava quebrada, assim a cabeça dele foi perfurada.
E continuou a procurar os zumbis pela sala, mas só avistou mais um que estava caído no chão perto de uma escada logo a frente. Ele foi andando até perto daquele morto quando do nada um outro morto veio descendo pela escada correndo em sua direção, Carlo caiu no chão junto com o zumbi que havia pulado em cima dele.
Enquanto isso o outro zumbi que estava na escada se levantou e começou a andar em direção á Carlo que estava no chão lutando contra aquele mostro desesperado de fome.
Foi quando os dois zumbis chegaram a ficar em cima de Carlo que Bruna e Marcela mataram os dois zumbis enfiando facas na cabeças deles.
-pai o senhor está bem, pai. Disse Bruna a Carlo que estava em baixo dos dois zumbis.
Carlo se levantou todo cheio de sangue e deu um sorriso.
-graças a Deus estou bem, não aconteceu nada, pensei ter sido mordido mais não fui.
Aliviados Marta lhe deu um abraço junto com todos ali presente.
Do outro lado da cidade Diego e Edward pulavam o ultimo muro que ia dar pra casa de seu tio, foi quando ele ouviu um grito vindo de cima do telhado.
-DIEGO
Era Ricardo apontando para um grande animal cheio de sangue, parecia o mesmo animal que estaria dentro da casa de sua avó a um tempo atrás.
Mas olhando atentamente era ele, só que estava maior e sofrera mais um mutação, estava gordo e não conseguia se levantar direito, estava só tentando morder os dois, mas só conseguia levantar a cabeça.
-suba aqui em cima vocês dois rápido. Disse Ricardo descendo uma escada para os dois.
Diego e Edward subiram ate o telhado e Diego logo foi perguntando aonde estava todos.
Ricardo mandou eles sentarem e lhes contaram tudo o que havia acontecido, e como estava a situação onde eles se encontravam.
Diego apenas abaixou a cabeça e deu um sorriso. E logo olhou para Ricardo e perguntou-lhe.
-você deve esta com fome né?
-é estou um pouco. Disse Ricardo com a cabeça baixa.
Edward tirou um biscoito da mochila e entregou para Ricardo que começou a comer a bolacha logo em seguida.
-tudo bem então, vamos ver se eu entendi, agora nós temos que dar um jeito de ir para o shopping e encontrar todo mundo. Disse Diego.
-pelo menos foi isso que eu também entendi. Comentou Edward olhando para Diego.
-tudo bem então, o plano vai ser o seguinte, temos que encontrar um carro ou algo que possa nos levar com segurança até lá.
-podemos fazer isso mas aonde conseguiremos achar um carro? Disse Ricardo com a boca toda cheia de bolacha.
-isso que vai ser complicado, pois passamos pelas casas todas ate chegar na casa da minha avó e não vimos nenhum carro. Disse Diego.
-sem contar que podemos achar um carro estragado ou sem gasolina. Comentou Edward olhando para baixo.
-mas e ai o que faremos com aquilo ali em baixo?
Edward apontou para o grande cachorro deformado que estava no chão.
-o que tem ele, não consegue nem levantar. Comentou Ricardo jogando o pacote de bolacha fora.
-isso é verdade, mas não é ele que me preocupa, o que me preocupa é o por que dele estar assim, o que naquela barriga dele. Disse Diego
-então como iremos chegar até o shopping gente?
-primeiro a gente vai ter que procurar um carro, vamos descer daqui e ir pra rua procurar um carro. Disse Diego.
Eles desceram do telhado e foram andando ate o muro onde Diego e Edward vieram, eles passaram com bastante preocupação por causa daquele enorme cachorro, mas não havia nenhum problema o cachorro já não estava mas se movendo, parecia que havia morrido de vez.
Mas enquanto isso Carlo e sua família tentavam achar um local seguro dentro do shopping para eles ficarem.
-a gente pode subir para o 3° andar e trancar todas as saídas e tudo o que possa levar algum zumbi a subir até lá em cima. Comentou Carlo subindo até o 2° andar junto com todo mundo.
Eles subiram até o 2° andar do shopping, onde poderiam ver direito o shopping, eles foram andando até a uma escada rolante que dava pro 3° andar do shopping.
Quando chegaram no 3° andar, estava tudo tão limpo e tão organizado, não parecia ter sinal de que havia ali algum morto vivo. Eles continuaram andando.
-gente vamos parar por aqui estou cansada. Disse marcela que já havia sentado em uma das cadeiras que tinha junto a algumas mesas.
-não acho certo, pode ser que tenha algum zumbi por aqui, ou um bando todo.
-é Bruna, mas mesmo assim todos nós estamos cansados. Disse Marta.
-então vamos parar por aqui e esperar um pouco todo mundo descansar e continuar a procurar algum lugar pra passar a noite e procurar algum jeito de trancar todos os lugares de acesso ao 3° andar. Comentou Carlo com todos ali presente.
Enquanto isso Diego, Edward e Ricardo continuavam pulando os muros casa a casa até achar alguma casa que tivesse carro ou algum meio de transporte que eles podem usar para ir até o shopping também.
Foi até que eles pularam um muro onde havia um micro ônibus, eles ficaram felizes e foram correndo até ele esquecendo do perigo que poderiam estar passando.
-Diego cuidado. Gritou Edward empurrando Diego, que por sua vezes caíram no chão desviando de um enorme bicho.
Era algo monstruoso, não tinha forma animal, nem forma humana, era algo parecido com cachorro, mas era muito forte e grande, estava com muito sangue espalhado pelo seu corpo, seu cheiro ruim dava pra sentir de longe.
Ricardo logo que viu que seus amigos estavam em perigo tentou chamar a atenção do monstro tacando-lhe uma pedra.
-olha pra cá seu bicho nojento.
-não faça isso Ricardo. Gritou Diego.
Mas já era tarde o monstro havia pego Ricardo, Diego e Edward pularam o muro de volta e se esconderam em cima de uma arvore.
-droga, aquele monstro matou Ricardo. Disse Edward chorando.
-cala a boca, pare de chorar, se você continuar assim, aquele monstro vai te escutar e vai vim até a gente.
Edward tentou não chorar mais, e colocou a mão na boca. Diego por sua vez tentou enxergar de cima da arvore o que estava acontecendo.
-Edward presta a atenção em mim.
-o que foi?
-fique calmo e em silencio, não estou vendo o monstro, ele não está mais em cima do Ricardo.
-e o Ricardo como está.
-mas que pergunta em? Ele está deitado no chão né, olhe lá.
-será que está morto?
-com certeza, ele não poderia ter sobrevivido ao ataque.
-mas, e o monstro onde será que ele está?
-olhe ele lá no final da rua, está subindo a rua do mercadinho.
Diego pulou da arvore e tentou abrir aporta da casa de onde eles estavam.
-venha desça daí e me ajude, vamos ficar um pouco aqui, preciso descansar e sarar essa minha mão.
Diego tinha machucado a mão esquerda quando pulou em Edward para salva-lo. Por sua vez Edward desceu da arvore também e entrou na casa.
-deixa eu ver sua mão, eu sei um pouco sobre machucados e essas coisas.
Do outro lado do quintal, uma coisa inesperada acontece, Ricardo que havia sido morto pela criatura levanta, mas não parecia estar bem, parecia sentir uma pequena dor. E do nada ele soltou um grito.
-AAAAAAAHHHH !!!
Diego e Edward, escutaram o grito macabro que vinha do outro lado do muro. Eles olharam um para o outro e saíram para fora em direção ao quintal onde estava seu amigo que a pouco estava morto.
Eles pularam o muro e correram até Ricardo, mas algo estranho estava acontecendo, ele estava tremendo muito.
-Ricardo você está bem? Perguntou Diego
-fique um pouco longe dele Diego, ele não está normal. Disse Edward.
Ricardo caiu ajoelhado ao chão e começou a chorar e virou para os dois amigos ali em pé.
-gente me ajuda sinto algo estranho em mim.




