terça-feira, 30 de junho de 2009

Capitulo 4 - Novas esperanças


Após ter passado vários meses, Diego e sua família já estavam quase indo para a casa de sua avó.

-e então, vamos fazer assim ta bom? Disse Carlo.

-mas desse jeito a gente vai ter problemas. É perigoso. Disse Marcela.

-por isso queremos que vocês mulheres fiquem aqui, eu e o Carlo vai até a casa da minha avó e veremos se tem algum perigo.

-tudo bem, mas e se alguma coisa acontecer com vocês? Perguntou Bruna.

-pode ficar tranqüila mana, não vai acontecer nada.

Diego e Carlo subiram no muro e a primeira coisa que viram foi à porta aberta.

-a porta está aberta. Disse Carlo para Diego.

-eu sei, a gente vai descer e ver como esta as coisas.

-não faz o seguinte, a gente desce e fecha a porta, assim fica mais fácil dar uma geral no quintal. Opinou Carlo.

Carlo desceu e rapidamente fechou a porta. Logo após ele ter feito isso, Diego também desceu e os dois olharam em todos os lugares na área da frente, e logo após foram para o corredor que dava acesso ao quintal dos fundos.

Ao chegar lá, a tia de Diego estava no chão, não parecia ser um morto vivo, estava já em decomposição. Parecia ter morrido de outra coisa. Mas por via das duvidas Diego deu-lhe um tiro na cabeça, ele nunca gostou muito de sua tia por isso não teve receio de atirar.

A porta dos fundos estava trancada, então após terem dado uma olhada no lado de fora da casa, eles acabaram voltando para a porta da frente, onde eles poderiam entrar na casa.

-eu entro primeiro e dou olhada na sala, e você me dá cobertura, se tiver algum zumbi nessa casa só deve ter um, a da sua avó. Disse Carlo já com a mão na maçaneta.

Eles contaram até três, e Carlo abriu a porta e logo atrás Diego entrou também, após entrar o clima era estranho pois todas as vezes que iam lá era só alegria, e desta vez somente a morte pairava no ar.

Carlo continuou andando pela sala, onde acabou parando na cozinha. Lá estava tudo limpo, aliás, a casa toda estava limpa, talvez não tivesse zumbis por lá. Mas para onde será que foi a avó de Diego.

Diego por sua vez abriu a porta do banheiro, enquanto Carlo abria a porta do quarto da tia de Diego que estava morta na área dos fundos.

Por ultimo, eles decidiram abrir a porta onde a avó de Diego dormia, Carlo foi à frente, pois seria doloroso se ele visse sua avó sendo morta assim. Apesar de que ela já estaria morta.

Quando foram abrir a porta de surpresa não tinha ninguém somente uma cama cheia de sangue e uma carteira caída no chão, Diego foi pega-la para ver de quem era, e quando abriu descobriu que era de seu tio que morava logo ao lado.

-essa carteira é de meu tio, mas o que será que ela esta fazendo aqui?

-não sei dizer, mais aqui esta seguro para as garotas passarem. Disse Carlo voltando para o quintal.

Diego ficou pensando mas nada concluiu, mas lhe passou pela cabeça de que seu tio tinha passado por ali para levar sua avó no medico. Poderia ser uma explicação.

-garotas, vocês já podem passar, já está tudo pronto. Disse Carlo chamando as meninas para a nova casa.

Ao passar Marta e Bruna foram direto para a cozinha estavam com muita fome, Marcela deu um beijo em Diego que estava sentado no sofá.

-o que foi?

-e que eu não sei o que aconteceu aqui, minha tia estava morta logo ali atrás da casa, não parecia ter sido morto por zumbis. E minha avó não está aqui, a única coisa que encontrei foi a carteira do meu tio no quarto dela, cheio de sangue.

-será que ela não está na casa de seu tio?

-pode ser que sim, mas isso eu e o Carlo vai olhar amanha cedo, hoje o dia foi cansativo pra mim.

Diego se levantou e foi direto para o quarto de sua tia, lá se deitou.

-O que foi com Diego? Perguntou Marta a Marcela.

-não sei ele disse que estava cansado.

-não foi isso que aconteceu. Disse Carlo lavando o quarto.

No momento em que eles estavam conversando na sala, uma grande explosão se pode ouvir de longe, era na casa de frente, quando todos foram olhar dezenas de zumbis estavam na rua, e uma grande cratera havia no lugar onde era um bar, ao lado da casa vizinha.

-o que pode ter acontecido aqui? Perguntou Marcela assustada.

-sinceramente não sei, parece que explodiu alguma coisa, mas e esse tanto de zumbi aqui fora? Disse Marta.

-o que esta acontecendo disse Diego já na área.

-alguma coisa explodiu aqui fora e por um acaso ou sei lá, milhares de zumbis estão aqui fora, olhe.

Quando Diego subiu no muro para ver, ele se espantou, era milhares de zumbis, eram tantos que lá fora parecia um mar de pessoas. A rua estava completamente tomada por aquelas criaturas.

-gente vamos voltar pra dentro de casa e tomar cuidado pra eles não ver a gente aqui, porque se eles nos virem todos vão querer entrar e daí a gente vai estar em uma enrascada. Disse Carlo reforçando o portão.

Mas logo apos Carlo ter dito aquilo uma outra grande explosão se pode ouvir, mas não era uma explosão comum, uma grande fumaça preta se pôde ver.

Diego e Carlo subiu no telhado para ver o que estava acontecendo, e descobriram que um posto de gasolina havia se acabado em chamas, por isso explodiu em vários lugares por causa do material que estava dentro da terra.

-espere, Diego aquilo não é um garoto? Perguntou Carlo apontando para uma casa do outro lado da rua.

O garoto estava em cima to telhado também, estava parecendo que ia se suicidar, pois estava olhando para os zumbis. Carlo Gritou de longe para ver se o garoto escutava. Mas estava muito longe.

-o que vamos fazer? Não podemos deixar aquele garoto ali morrer assim. Perguntou Marta.

-já sei eu vou subir no teclado do sobrado do meu tio, e de lá a gente grita o garoto, e ele pode ver a gente. Opinou Diego.

-você ta doido, a gente não sabe como esta a casa de seu tio se tem algum morto por lá, ainda não examinamos. Disse Carlo.

-e tem outra coisa, como iremos trazer o garoto pra cá? Perguntou Marcela.

-isso é verdade, mas a primeira coisa é fazer aquele garoto viver, e nos ver, então vou subir aqui, daqui a pouco vou voltar. Disse Diego subindo o muro da casa de seu tio.

-Diego eu vou ficar aqui em cima do muro pra te dar cobertura, pega uma arma, tome.

-não brigado Carlo, eu prefiro minha espada.

Diego subiu no muro da casa de seu tio e de lá pulou para sacada onde de lá podia gritar o garoto, quando ele chegou na sacada, ele logo olhou para a porta e para a janela onde dava pro quarto de seu tio, ele preferiria ficar ali onde estava mas tinha que ir lá ver se estava aberta, pois seria muito perigoso se alguma coisa saísse de lá e o atacasse.

Ao ver que a porta estava trancada, ele logo correu para a sacada e gritou bem alto para o menino que estava no telhado. Ele gritou tão alto que também chamou a atenção dos mortos vivos. Logo em volta da casa de seu tio e da casa de sua avó estava cheia de zumbis.

Ele não se importou, logo que o garoto tinha olhado pra ele. Diego fez um sinal para o garoto esperar. O pequeno menino fez que sim com a cabeça, assim Diego teve a certeza que agora era só dar um jeito de ir lá e buscá-lo.

Diego desceu ate a casa de sua avó novamente e Marcela lhe deu um abraço.

-olha ele já me viu e pedi para que ele me esperasse, ele respondeu que sim, agora é só bolar um jeito de ir lá buscá-lo.

Do nada, uma voz de um garoto chegou ao ouvido de todos ali presente.

-olá?

Todos olharam para o muro e ali estava o garoto que agora a pouco estava em cima do teclado, todos ficaram com medo, pois como aquele garoto conseguiu passar por todos aqueles zumbis, e como ele chegou aqui e está vivo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Capitulo 3 - Verdades e mentiras


Quando a pequena garota caiu sobre os braços de Diego, Carlo logo percebeu que aquela pequena garota era a filha do velho homem que eles tinham acabado de matar logo ali no quintal.

-cuide dela que eu vou lá chamar sua mãe e sua irmã. Disse Carlo.

Ele fez isso porque sabia que se a garota estava lá dentro é porque não havia nenhum morto lá dentro. Daí sabia que já estava seguro para Marta e sua filha vir.

Quando Carlo contou para Marta e Bruna o que tinha acontecido, elas ficaram assustadas. E logo correram para a casa.

-meu Deus como pode ela ter ficado tanto tempo sozinha aqui nessa casa, ela deve ter ficado muito assustada, coitada. Disse Marta segurando o braço dela.

-vamos levar ela para dentro, mãe dê um banho nela, eu vou fazendo a comida pra gente, vou ver o que tem para preparar.

Enquanto Marta dava o banho na garota, Bruna se sentou no sofá e ligou a televisão, e viu que algo estava passando na televisão. Parecia algum programa de culinária, Bruna amava fazer comida, naquele dia ela foi até a cozinha e começou a preparar comida.

Eles ficaram na casa por um longo tempo, a garota voltou a conversar, e se relembrou de Marta e de Diego. Quando a vida ainda era fácil eles conversavam muito na rua, ela e Bruna sempre ficavam brincando de vez em quando, assim ela podia ficar perto de Diego, ela tinha uma pequena paixão por ele.

Apesar da pequena diferença de idade, ela era bem tímida, e não tinha coragem de se declarar, teve uma vez que ela ficou toda vermelha porque Diego chegou perto dela para conversar.

Quando ela saiu do banho ela se sentou na cadeira que estava na cozinha, e olhando para Diego ela se lembrou de varias coisas que a fez rir. Por exemplo, o dia que ela foi ao clube e ele estava lá com alguns amigos, ele a viu e foi cumprimentá-la, mas ela ficou com tanta vergonha que começou a gaguejar.

Apesar disso tudo que aconteceu Diego não percebeu o que estava acontecendo perto dele, ele sofreu muito com alguns relacionamentos que teve, por isso, não ligava muito para namoro. Ele era o tipo de cara de personalidade estranha, uma hora ele gostava de ficar com muitas garotas, mas de uma hora para outra ele mudava de idéia.

E ela nunca tinha namorado, por que seu pai era muito rígido com ela, ela saia para a rua mais em festa nunca tinha freqüentado, mas ela tinha crescido bem rápido porque sempre ajudava seu pai no serviço de casa e sabia o significado de responsabilidade.

Mesmo assim, ela não tinha coragem para se declarar para Diego mesmo naquela situação de desespero que o mundo se encontrava.

Marta já havia percebido o sentimento da garota por Diego, assim ela foi até a garota para conversar.

-oi Marcela, você já está melhor?

-estou sim obrigado. Disse Marcela.

-sabe que às vezes a gente tem que ariscar um pouco na vida para ser feliz?

-como assim? Perguntou Marcela.

-olha eu vejo a muito tempo que você gosta do Diego.

Marcela ficou espantada com o que Marta falou pra ela, ela nunca imaginava que alguém sabia disso, ainda mais a mãe de Diego, ela ficou calada um pouco sem dizer nada, mas logo interropeu o silêncio.

-eu gosto dele mesmo, mas nunca tive coragem, sabe meu pai poderia brigar, e o Diego talvez não goste de mim.

-eu poderia ajudar você a ficar com ele, sabe, só tem nos aqui vivos, você é a única pessoa viva que nos encontramos a mais de três meses, e acho que ele vai gostar de saber o que você sente. Disse Marta

-mas como você pode me ajudar, ele nem olha para mim, e nos estamos com tantos problemas aqui já. Comentou Marcela abaixando a cabeça.

-eu vou pensar em algo e te falarei.

Marta se levantou da mesa e foi até o banheiro precisava tomar um banho também, e enquanto isso, Diego e Carlo limpavam o quintal e reforçava o portão.

-nossa, mas será que isso vai acabar quando? Disse Diego.

-sei lá, eu já estou até acostumando com a idéia de ficar mudado de casa toda hora. Respondeu Carlo dando uma risada.

-é serio, olha só a Marcela, ela perdeu o pai e agora só tem a nós, e quando acabar as casas no quarteirão o que vamos fazer?

-não tinha pensado nisso, mas olha podíamos ir para algum supermercado, ou pegar algum carro e ir até o shopping. Comentou Carlo.

-falar é fácil quero ver fazer, e não sabemos como está por lá também.

Nesse exato momento Diego teve a idéia de ir até seu note book e pesquisar sobre o shopping que havia perto de sua casa, o shopping Bariti. Mas nada encontrou.

Logo depois de algum tempo Carlo decidiu com Diego que de alguma forma deveriam ir para o shopping mesmo não sabendo o que iriam encontrar por lá. Mas pelo que pensou, o shopping devia estar totalmente fechado, porque o ataque foi de madrugada, por isso ele estaria fechado.

-o shopping deve estar totalmente livre de zumbis, mas como podemos chegar lá? Perguntou Diego.

-quando chegarmos à casa de seu tio poderia pegar o carro e seguir para lá. Disse Carlo.

O tio e a avó de Diego moravam na mesma quadra que Diego, a avó e o tio eram vizinhos, e ficava umas dez casas depois da onde Diego morava.

-isso é verdade, mas como fazemos se a vovó e o tio viraram zumbis, eu tenho certeza que não terei coragem de atirar neles. Disse Diego.

-eu atiro você tem que ver que eles não são mais quem conhecemos. Comentou Carlo pegando uma toalha indo direto para o banheiro.

Já estava ficando de noite e Marta e Bruna já estavam deitadas, Carlo estava tomando banho enquanto Diego e Marcela ficaram conversando na sala.

-nossa, eu nem sabia que você gostava de rock. Disse Marcela rindo.

-pois é a gente é vizinho e nem sabe nada um do outro, mas agora a gente tem bastante tempo para se conhecer. Disse ele se deitando no sofá.

-pode se deitar aqui no meu colo, você deve estar cansado.

Eles ficaram conversando por um longo tempo, ele no colo dela, e ela fazendo carinho em seu cabelo. Ele acabou pegando o sono, Marcela sentiu uma enorme vontade de beijar Diego, mas só não beijou por medo dele acordar.

Ela se levantou e acabou indo para o quarto ela, onde ela demorou umas duas horas para dormi, pensando em Diego e feliz por que ele estava dormindo bem ao lado do quarto.

O dia amanheceu e Marcela logo tratou de se levantar e preparar um café para Diego, Carlo ao se levantar ficou até surpreso, ele sabia o que a garota sentia por Diego, Marta havia contado na noite anterior.

-bom dia Marcela. Disse Bruna que também tinha acabado de acordar.

-bom dia, fiz algumas torradas e um café pra vocês.

-obrigado, ta ótimo, já pode casar. Comentou Carlo dando uma olhada para Diego que estava dormindo no sofá.

Marcela como toda garota, mesmo nessas horas de preocupação gosta de se cuidar. Ela aproveitou que todos estavam ocupados dentro de casa e foi até o quintal para se bronzear, ela era bem tímida por isso não gostava que ninguém a olhasse fazendo essas coisas.

Mas enquanto ela estava deitada tomando sol perto da piscina, Diego chegou.

-olá, posse me sentar?

-claro. Marcela ao ver Diego ficou com tanta vergonha que ficou vermelha.

-se eu estiver te incomodando posso te deixar sozinha.

-não precisa, pode ficar.

-o que será que vai acontecer com a gente? Disse Diego olhando para o céu.

-sinceramente não sei, talvez possamos viver, ou morrer, o nosso futuro é incerto.

-isso é verdade, mas quer saber, daqui um tempo podemos voltar a ter a vida que a gente tinha antes.

-como assim? Repovoar o planeta de novo? Comentou Marcela dando uma risadinha.

-não tinha pensado nisso.

Os dois ficaram conversando por horas ali até que começou a chover, Diego e Marcela saíram do quintal e foram para a varanda, enquanto ela se enxugava com uma toalha que estava na varanda, ele foi até a sala para pegar uma outra camisa para ele, já que a que ele estava usando se molhou por causa da chuva.

-nossa está todo mundo dormindo acredita? Disse Diego tirando a camisa que estava molhada.

-é o tédio, não tem nada para fazer, o melhor e dormir.

-não é não, podemos entrar na internet, sei lá assistir um filme. Opinou Diego.

-é pode ser.

-o que foi? Diego olhou para Marcela, e ela estava com a cabeça baixa, parecendo que estava com vergonha.

-nada não, é que...

-fala, pode falar. Disse Diego chegando perto dela.

Do nada Marcela puxou Diego e lhe deu um beijo, eles ficaram ali por uns cinco minutos, ao acabar, Diego olhou assustado para ela, e retribuiu o beijo.

Junto com o cair da noite, Diego e Marcela também caiu em um delírio de amor, naquela noite, Marcela se tornou uma mulher junto à pessoa que ela mais gostava. Ela pôde esquecer dos problemas, esqueceu de tudo que estava acontecendo no mundo, eles pareciam estar em outro lugar.

Capitulo 2 - Aprendendo a sobreviver


Após passar uma semana na casa Diego treinava golpes de espada que tinha aprendido em um site de samurai, Marta passava o dia lendo livros com Bruna enquanto Carlo fazia as contas das comidas e o balanceamento de cada dia.

Para poderem sobreviver mais, mesmo que iriam pular de casa em casa, teriam que fazer a comida da casa de onde estava durar muito, pra assim, não correr o perigo de chegar à outra casa e não ter tanta comida.

Os dias foram passando e nenhuma noticia foi dada sobre o incidente que assolava o mundo até que Diego quando mexendo no note book, se deparou com um vídeo em um site de relacionamento.

“Estamos aqui no Japão, onde descobrimos que existe um único local que não esta afetado por essas aberrações, talvez seja porque eles são estavam preparados.”

O vídeo era feito por jovens brasileiros que estavam no Japão. Mais o vídeo não passava disso, e nem tinha outro, só havia esse pequeno trecho onde Diego ficou vendo por um longo tempo, e pensando em como o mundo se tornou um caos.

Quando era lá para 19h00min, Diego foi ao quintal para treinar com a espada, ao chegar lá reparou em algo no céu que lhe chamou a atenção, havia um helicóptero parado a umas cinco casas depois, parecia estar jogando algo no chão.

Após jogar, ele foi embora, Diego correu para dentro e contou o acontecido, Carlo e os outros opinaram que podia ser resgatando pessoas, mas Diego logo retrucou dizendo que eles estavam era derrubando algo, e não pegando.

Carlo subiu no telhado da casa para ver se havia algo de diferente acontecendo ao redor deles, mas para surpresa dele e de Diego principalmente não tinha nada de mais.

-eu tenho certeza que era algo bem grande, por que se não eles não usariam cordas tão grossas iguais eu vi. Retrucou Diego.

Após ver que não tinha nada, Diego simplesmente desceu e foi ao seu note book para ver se conseguia algo que satisfizesse sua cede, logo após mexer e mexer achou algo que ficou interessado.

Em uma pagina da internet, havia um folheto que descrevia como o mundo estava ruim, nele havia algumas coisas que o deixaram de boca aberta, e sem acreditar muito chamou todo mundo para ver. No folheto dizia:

O mundo está um caos, nas ruas zumbis comendo nossa carne, bombas estão sendo jogadas nas cidades que eram mais populosas para o governo, acho que é para eles poderem reconstruir, e além do mais, descobrimos que o governo está deixando algumas caixas pretas em alguns pontos de toda a cidade, pode ser uma bomba, ou talvez até algo pior, se o mundo esta sendo atacado por “zumbi”, podemos esperar de tudo.

Quando leram o folheto, Diego logo correu para o telhado junto com Carlo. Talvez para ver se conseguisse ver algo que seus olhos poderiam ver e acreditar naquele folheto, mesmo sabendo que as pessoas estavam comendo carne uma das outras eles não podiam acreditar e nem colocar o nome de zumbi nelas, pois somente em filmes e jogos, existia isso.

No momento em que os dois subiram no telhado eles viram algo que não podiam acreditar mesmo que eles estivessem vendo, era algo tenebroso e monstruoso, que nem mesmo Diego que jogava os mais variados games de terror poderia acreditar.

Sem poder falar nada, Carlo puxou o braço de Diego e saíram do telhado, quando entraram em casa, desligou as luzes e qualquer coisa que fizesse barulho.

-o que era aquilo? Perguntou Diego.

-como é que eu vou saber, nunca tinha visto aquilo, nem naqueles seus filmes de terror. Comentou Carlo.

O que eles tinham visto era uma criatura tão bizarra que até uma pessoa sem cabeça era mais bonita de se ver, parecia um gorila só que sem pelo, era gosmento, tinha mais ou menos dois metros de altura, e estavam saindo daquele enorme container que os soldados haviam soltado no chão.

Quando Diego e Carlo contaram o que tinham visto, Marta e Bruna ficaram de boca aberta, sem saber o que falar.

Todos eles ouviram um grande rugido, logo após uma explosão, todos eles saíram e Diego e Carlo subiram no telhado novamente para ver o que estava acontecendo. Naquele momento viram que o monstro estava correndo atrás de algumas pessoas que estavam na rua, o monstro foi atrás das pessoas seguindo para a rua abaixo.

-nossa esse animal é um monstro, será que ele vai voltar? Perguntou Diego.

-não sei, pode ser que ele sinta o cheiro de humanos ou coisa parecida. Disse Carlo.

Os dois voltaram para dentro, e saíram procurando pela casa se havia alguma arma escondida, e por sorte tinha uma arma, uma pequena pistola, tinha bastante bala, que até servia para a arma que Diego carregava.

Eles estavam preparados, pois de alguma forma sabiam que aquele monstro iria aparecer, mas se passou duas, três, cinco horas, e nada apareceu.

A madrugada chegou e eles acabaram pegando no sono, mas apenas Diego continuou acordado, ele se sentou no sofá, com a espada na cintura e a arma na mão direita, olhando para a televisão que já não tinha sinal algum.

Ele passou a madrugada toda sentado ali, e quando foi exatamente as duas horas da madrugada a televisão pegou sinal, e ele acordou de repente, com o barulho de um noticiário, onde um repórter entrevistava um soldado:

-quer dizer que algumas partes do mundo vão ser bombardeadas para assim matar a praga? Perguntou a repórter.

-isso, mas nos já retiramos todos os sobreviventes das regiões, por isso não haverá perigo de algum mal a nossa sociedade. Respondeu o soldado.

Diego por causa do sono não entendeu muito bem, e parecia estar em algum tipo de transe por que estava muito cansado, fazia muito tempo que não dormia direito.

Ele apenas ficou do mesmo jeito que estava, se levantou e foi até a cozinha onde abriu a geladeira e comeu um pedaço de bolo que tinha. Ele estava agoniado com alguma coisa, após comer o bolo, ele começou a fazer exercícios, abdominais, e ficou assim até o sol aparecer.

Quando Carlo acordou para fazer o café, Diego estava na mesa, e começou a falar sobre o noticiário que ouviu de madrugada.

-sabe o local onde estamos vai ser bombardeado.

-o que você está falando? Perguntou Carlo.

-estava acordado ontem de madrugada, e acabei vendo um noticiário na televisão, onde dizia que soldados de vários paises vão soltar bombas por todo o mundo.

-será que é verdade? Pode ser algum ataque comercial. Disse Carlo.

-como ataque comercial, o mundo ta um caos, o que eles poderiam ganhar com isso? Não conte nada para minha mãe nem para a Bruna. Recomendou Diego.

O tempo se passou e com o tempo a comida também foi acabando, e logo tiveram que se mudar para casa vizinha, mas havia um grande problema com a casa vizinha, ela era toda fechada e não tinha como entrar se não pelo portão da gente, eles teriam que tentar entrar na outra casa.

Após discutirem, não havia outra solução, logo Carlo e Diego subiram no telhado e correram para a outra casa. Chegando lá uma surpresa, na casa morava um homem e sua filha mais nova, o homem era pai da garota, ela tinha uns 16 anos.

O problema era que o pai da menina estava no quintal de pé, e quando Diego e Carlo subiram no muro, o velho correu para cima deles, Carlo, subiu em uma caixa de madeira enquanto Diego dava cortes nele com sua espada, o velho já caído no chão, ainda tentava arrancar um pedaço da carne de Diego. Que parado em frente ao velho lhe deu um tiro no meio da testa.

-essa doeu. Disse Carlo com um sorriso no rosto.

-é mais agora sabemos como são essas criaturas, eles são violentos, e sabem correr, devem ter a mesma força de quando eram vivos. Disse Diego limpando a espada em uma camiseta no varal.

Eles deram voltas no quintal procurando vestígios de algum morto vivo, mais não encontrou nada, logo após verificarem o quintal e ver que não havia perigo, Carlo subiu no muro para avisar Marta e Bruna de que já estava seguro pra elas ficarem no quintal. Mas no momento em que Carlo subiu no muro, um enorme cachorro veio correndo em direção de Diego que com o susto acabou caindo no chão.

Carlo derrubou uma caixa de madeira que havia ali perto em cima do cachorro que após isso o paralisou, ele então Carlo lhe deu um tiro na cabeça, estourando os miolos para fora.

-acho melhor não chamar mamãe pra cá ainda não. Vai que alguma coisa dentro de casa também. Disse Diego ainda caído no chão.

-se levante e vamos dar uma olhada dentro de casa.

Eles foram à direção a casa, mas para uma grande surpresa deles, antes que chegassem a porta de madeira rústica se abriu mostrando uma garota toda suja, na hora pensaram ser mais um zumbi, estavam preparando as armas para atirar quando a pequena garota caiu ajoelhara no chão e disse:

-socorro, socorro... Disse a menina chorando e já nos braços de Diego.

Capitulo 1 - Tentando sobreviver


Naquela noite, Diego foi dormi mais cedo, tinha acabado de comprar um note book novo. A noite estava fria e por algum motivo havia um pouco de neblina no ar do bairro onde morava, sua mãe Marta e seu padrasto Carlo junto com sua irmã Bruna também já estavam dormindo naquela hora.

E como de costume, Diego sempre dormia ouvindo seu MP3, e às vezes dormia com sua katana ao lado, era uma espada japonesa que havia comprado em um evento.

Antes de dormir ficou pensando no estava acontecendo com o mundo, estava um caos nos outros paises, um vírus estava matando pessoas, mas ainda não havia infectados no Brasil. Mesmo assim ele adormeceu pensando no incidente.

No meio da madrugada, todos da casa acordaram com alarmes de carros de policia nas ruas, eram muitos, Marta então pensou que estava acontecendo algum assalto pelo setor, porque moravam em um local muito perigoso. Mas logo voltaram a dormir.

As cinco da manha Carlo sempre levantava para arrumar algumas coisas, ou até assistir aos noticiários pela manha, mas naquela manha ele acabou acordando a todos para poder assistir ao jornal da manha.

“Para vocês que esta em casa isso pode ser uma brincadeira de mau gosto mais não sabemos como é por que esta acontecendo. Pelo mundo todo está havendo ataques, algumas pessoas estão sendo atacadas nos hospitais, por isso fiquem longe dos hospitais e postos de saúde.”

Diego e toda sua família ouviram um grito vindo de frente a sua casa, e foram ver, era uma mulher que estava caída no chão estava toda cheia de sangue e havia duas pessoas em cima dela, parecia estar mordendo ela.

Mas era horrível de acreditar e de se ver também, assim fecharam à janela.

-meu bem ligue a TV para ver o que esta acontecendo. Disse Marta.

“Foi descoberto que o vírus que estava atacando todo o mundo é uma arma biológica, não sabemos ainda quem é o responsável, mais logo saberemos, por enquanto não saia de suas casas, o uso de armas de fogo e armas brancas está liberado, o vírus transmite através de sangue e de qualquer contato com ele, não deixe que essas pessoas infectadas cheguem perto de você”.

Todos eles ficaram parados em frente da televisão sem ao menos dizer nada, apenas Carlo se levantou e verificou as portas e janelas, e depois voltou a sentar no sofá.

Diego por sua vez, entrou em seu quarto e ligou seu note book, enquanto ele se iniciava, Diego pegou sua katana e pediu para que Carlo fizesse corte nela. Ela era só de demonstração, mas agora poderia ser para salvar a vida dele.

Quando Bruna acordou Marta logo a explicou o que estava acontecendo, Bruna como uma garota de oito anos não entendia o que estava acontecendo, mas de alguma forma sabia como se portar.

-Olha gente, nos temos comida para mais de dois meses, podemos ficar aqui sem se preocupar, o duro vai ser depois, como vamos fazer para conseguir comida. Disse Carlo.

-olha, podemos ir pulando os muros das casas vizinhas para assim não ficar com fome sabe, por exemplo, a casa aqui do lado, poderíamos abrir a porta e ficar lá até que a comida acabe e pulamos para a próxima, assim não morreremos de fome. Opinou Diego.

-essa é uma boa idéia, mais e se tiver alguma pessoa contagiada? Vai ser um problema. Disse Bruna.

-vamos ter que matá-las. Disse Diego com a katana na mão.

-não é tão fácil assim, é perigoso. Avisou Carlo que estava sentado na cama do quarto do Diego.

-temos já algumas armas, tenho minha katana, e lá dentro da minha gráfica aqui na frente tenho uma arma. Disse Diego que tinha uma lojinha em casa.

Todos ficaram pensativos mais logo se acostumaram com a idéia, Diego começou a mexer na internet para ver como estava o mundo, Marta foi fazer alguma coisa para todos comer, enquanto Carlo fazia armas de facões e paus que havia dentro de casa e no quintal, Bruna continuou ali sentada na cama de Diego, parecia estar com frio.

Enquanto tomavam o café da manha, cada um deles pensava em como seria a vida deles de agora em diante, pensava em como estariam seus amigos e familiares, parentes, mais ninguém sabia ou saberia como estavam, pois a linha telefônica não dava sinal, graças a internet via radio Diego podia ficar ligado no mundo e em tudo o que acontecia fora de sua casa.

Por mais que todos se faziam de fortes cada um deles sentia medo por dentro, e vontade de chorar, mais sabiam que não poderiam fazer isso, cada um ali dava forças para o companheiro.

Quando chegava a noite somente os gritos das pessoas infectadas davam para se ouvir, ninguém conseguia dormir nos primeiros dias, mas logo depois de duas semanas já podiam cochilar sem medo, mas Diego sempre dormia mais tarde e acordava mais cedo, sempre pregado em seu note book.

Quando seus mantimentos estavam acabando, Carlo começou a avisar.

-temos que bolar um plano para pular para a casa da frente e ver se não tem perigo a gente ficar por lá. Por que aqui onde estamos é seguro, já estamos aqui faz quase dois meses e nada aconteceu.

-eu e você pulamos para o outro lado e faz o serviço, se tiver que acabar com alguém a gente acaba, ou então pegamos à comida e voltamos pra nossa casa, o que a senhora acha mãe? Perguntou Diego para Marta.

-vamos tentar, quem sabe não podemos fazer igual você disse, ir pulando de casa em casa, assim não íamos cansar muito, mais eu e Bruna vamos ter que ficar sempre na casa anterior para assim não sofrermos nada se algo acontecer. Disse Marta.

-tudo bem, então você que teve a idéia, agora nos vamos pular o muro da casa vizinha e ver se tem alguém no quintal ou dentro de casa, quando estiver tudo limpo, a gente chama você ta meu bem? Disse Carlo para Marta.

-está certo, eu e Bruna vamos esperar dentro de casa.

Antes dos dois pularem o muro, fizeram uma lista das pessoas que moravam na casa, e quantas pessoas dormiam na casa. Pois assim ficaria mais fácil.

Ao fazer a lista, eles pularam o muro e deram uma olhada no quintal todo, não havia nada, o portão estava trancado e estava tudo seguro, agora faltava olhar dentro de casa.

Eles tentaram abrir todas as portas, mas não conseguiam estavam trancadas.

-as pessoas que estavam aqui devem ter morrido em quanto estavam dormindo então se prepara porque vai ter gente aí dentro. Disse Carlo.

Carlo pegou um arame e conseguiu abrir a porta dos fundos, a porta dava para a cozinha da casa, aparentemente não tinha nada errado.

-tome cuidado em? Isso não é como em um jogo, se você for mordido não tem volta. Alertou Carlo para Diego.

Carlo apontou para a sala que ficava logo a frente, Diego deu cobertura para Carlo, Carlo entrou na sala e também não havia nada, então olharam para os dois quartos que tinham a casa.

-devem star nos quartos. Cochichou Diego.

Carlo abriu a porta do banheiro que ficava no meio dos dois quartos, agora só ficou sobrando os quartos para serem examinados, o primeiro quarto a ser aberto foi o quarto de porta azul, onde poderia estar o filho da dona da casa.

Ao abrirem a porta também não tinha nada, ficaram preocupados, pois em nenhum dos cômodos tinham encontrado ninguém.

-agora só falta o quarto da mulher, talvez ela trouxesse o menino para dormir junto com ela, para morrerem juntos. Disse Diego.

Carlo foi à frente e abriu a porta mais para a surpresa dos dois não tinha ninguém dentro também.

-para onde será que foram eles? Perguntou Diego.

-não sei, vamos dar mais uma olhada no quintal e a casa, vamos dar mais duas olhadas, e colocar reforços no portão e nas portas.

Ao fazer tudo isso, eles fecharam a porta dos fundos e voltou para avisar a Marta e Bruna.

-vocês acreditam que eu tinha esquecido que eles tinham viajado semana passada. Disse Marta.

-isso é bom, já podemos ir para a casa ao lado, pois não tem comida aqui mais, Diego pegue tudo o que você tem para pegar, e vamos para o outro lado. Disse Carlo.

Quando todos já estavam prontos e já tinham pegado tudo, roupas, armas, note book, tudo o que eles iam precisar.

Assim eles pularam para o outro lado, quando entraram na casa, viram que poderiam ficar lá por uns três meses também porque a dona da casa tinha feito compras para assim que chegar de viagem não precisar se preocupar.