terça-feira, 30 de junho de 2009

Capitulo 4 - Novas esperanças


Após ter passado vários meses, Diego e sua família já estavam quase indo para a casa de sua avó.

-e então, vamos fazer assim ta bom? Disse Carlo.

-mas desse jeito a gente vai ter problemas. É perigoso. Disse Marcela.

-por isso queremos que vocês mulheres fiquem aqui, eu e o Carlo vai até a casa da minha avó e veremos se tem algum perigo.

-tudo bem, mas e se alguma coisa acontecer com vocês? Perguntou Bruna.

-pode ficar tranqüila mana, não vai acontecer nada.

Diego e Carlo subiram no muro e a primeira coisa que viram foi à porta aberta.

-a porta está aberta. Disse Carlo para Diego.

-eu sei, a gente vai descer e ver como esta as coisas.

-não faz o seguinte, a gente desce e fecha a porta, assim fica mais fácil dar uma geral no quintal. Opinou Carlo.

Carlo desceu e rapidamente fechou a porta. Logo após ele ter feito isso, Diego também desceu e os dois olharam em todos os lugares na área da frente, e logo após foram para o corredor que dava acesso ao quintal dos fundos.

Ao chegar lá, a tia de Diego estava no chão, não parecia ser um morto vivo, estava já em decomposição. Parecia ter morrido de outra coisa. Mas por via das duvidas Diego deu-lhe um tiro na cabeça, ele nunca gostou muito de sua tia por isso não teve receio de atirar.

A porta dos fundos estava trancada, então após terem dado uma olhada no lado de fora da casa, eles acabaram voltando para a porta da frente, onde eles poderiam entrar na casa.

-eu entro primeiro e dou olhada na sala, e você me dá cobertura, se tiver algum zumbi nessa casa só deve ter um, a da sua avó. Disse Carlo já com a mão na maçaneta.

Eles contaram até três, e Carlo abriu a porta e logo atrás Diego entrou também, após entrar o clima era estranho pois todas as vezes que iam lá era só alegria, e desta vez somente a morte pairava no ar.

Carlo continuou andando pela sala, onde acabou parando na cozinha. Lá estava tudo limpo, aliás, a casa toda estava limpa, talvez não tivesse zumbis por lá. Mas para onde será que foi a avó de Diego.

Diego por sua vez abriu a porta do banheiro, enquanto Carlo abria a porta do quarto da tia de Diego que estava morta na área dos fundos.

Por ultimo, eles decidiram abrir a porta onde a avó de Diego dormia, Carlo foi à frente, pois seria doloroso se ele visse sua avó sendo morta assim. Apesar de que ela já estaria morta.

Quando foram abrir a porta de surpresa não tinha ninguém somente uma cama cheia de sangue e uma carteira caída no chão, Diego foi pega-la para ver de quem era, e quando abriu descobriu que era de seu tio que morava logo ao lado.

-essa carteira é de meu tio, mas o que será que ela esta fazendo aqui?

-não sei dizer, mais aqui esta seguro para as garotas passarem. Disse Carlo voltando para o quintal.

Diego ficou pensando mas nada concluiu, mas lhe passou pela cabeça de que seu tio tinha passado por ali para levar sua avó no medico. Poderia ser uma explicação.

-garotas, vocês já podem passar, já está tudo pronto. Disse Carlo chamando as meninas para a nova casa.

Ao passar Marta e Bruna foram direto para a cozinha estavam com muita fome, Marcela deu um beijo em Diego que estava sentado no sofá.

-o que foi?

-e que eu não sei o que aconteceu aqui, minha tia estava morta logo ali atrás da casa, não parecia ter sido morto por zumbis. E minha avó não está aqui, a única coisa que encontrei foi a carteira do meu tio no quarto dela, cheio de sangue.

-será que ela não está na casa de seu tio?

-pode ser que sim, mas isso eu e o Carlo vai olhar amanha cedo, hoje o dia foi cansativo pra mim.

Diego se levantou e foi direto para o quarto de sua tia, lá se deitou.

-O que foi com Diego? Perguntou Marta a Marcela.

-não sei ele disse que estava cansado.

-não foi isso que aconteceu. Disse Carlo lavando o quarto.

No momento em que eles estavam conversando na sala, uma grande explosão se pode ouvir de longe, era na casa de frente, quando todos foram olhar dezenas de zumbis estavam na rua, e uma grande cratera havia no lugar onde era um bar, ao lado da casa vizinha.

-o que pode ter acontecido aqui? Perguntou Marcela assustada.

-sinceramente não sei, parece que explodiu alguma coisa, mas e esse tanto de zumbi aqui fora? Disse Marta.

-o que esta acontecendo disse Diego já na área.

-alguma coisa explodiu aqui fora e por um acaso ou sei lá, milhares de zumbis estão aqui fora, olhe.

Quando Diego subiu no muro para ver, ele se espantou, era milhares de zumbis, eram tantos que lá fora parecia um mar de pessoas. A rua estava completamente tomada por aquelas criaturas.

-gente vamos voltar pra dentro de casa e tomar cuidado pra eles não ver a gente aqui, porque se eles nos virem todos vão querer entrar e daí a gente vai estar em uma enrascada. Disse Carlo reforçando o portão.

Mas logo apos Carlo ter dito aquilo uma outra grande explosão se pode ouvir, mas não era uma explosão comum, uma grande fumaça preta se pôde ver.

Diego e Carlo subiu no telhado para ver o que estava acontecendo, e descobriram que um posto de gasolina havia se acabado em chamas, por isso explodiu em vários lugares por causa do material que estava dentro da terra.

-espere, Diego aquilo não é um garoto? Perguntou Carlo apontando para uma casa do outro lado da rua.

O garoto estava em cima to telhado também, estava parecendo que ia se suicidar, pois estava olhando para os zumbis. Carlo Gritou de longe para ver se o garoto escutava. Mas estava muito longe.

-o que vamos fazer? Não podemos deixar aquele garoto ali morrer assim. Perguntou Marta.

-já sei eu vou subir no teclado do sobrado do meu tio, e de lá a gente grita o garoto, e ele pode ver a gente. Opinou Diego.

-você ta doido, a gente não sabe como esta a casa de seu tio se tem algum morto por lá, ainda não examinamos. Disse Carlo.

-e tem outra coisa, como iremos trazer o garoto pra cá? Perguntou Marcela.

-isso é verdade, mas a primeira coisa é fazer aquele garoto viver, e nos ver, então vou subir aqui, daqui a pouco vou voltar. Disse Diego subindo o muro da casa de seu tio.

-Diego eu vou ficar aqui em cima do muro pra te dar cobertura, pega uma arma, tome.

-não brigado Carlo, eu prefiro minha espada.

Diego subiu no muro da casa de seu tio e de lá pulou para sacada onde de lá podia gritar o garoto, quando ele chegou na sacada, ele logo olhou para a porta e para a janela onde dava pro quarto de seu tio, ele preferiria ficar ali onde estava mas tinha que ir lá ver se estava aberta, pois seria muito perigoso se alguma coisa saísse de lá e o atacasse.

Ao ver que a porta estava trancada, ele logo correu para a sacada e gritou bem alto para o menino que estava no telhado. Ele gritou tão alto que também chamou a atenção dos mortos vivos. Logo em volta da casa de seu tio e da casa de sua avó estava cheia de zumbis.

Ele não se importou, logo que o garoto tinha olhado pra ele. Diego fez um sinal para o garoto esperar. O pequeno menino fez que sim com a cabeça, assim Diego teve a certeza que agora era só dar um jeito de ir lá e buscá-lo.

Diego desceu ate a casa de sua avó novamente e Marcela lhe deu um abraço.

-olha ele já me viu e pedi para que ele me esperasse, ele respondeu que sim, agora é só bolar um jeito de ir lá buscá-lo.

Do nada, uma voz de um garoto chegou ao ouvido de todos ali presente.

-olá?

Todos olharam para o muro e ali estava o garoto que agora a pouco estava em cima do teclado, todos ficaram com medo, pois como aquele garoto conseguiu passar por todos aqueles zumbis, e como ele chegou aqui e está vivo.

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