terça-feira, 16 de junho de 2009

Capitulo 2 - Aprendendo a sobreviver


Após passar uma semana na casa Diego treinava golpes de espada que tinha aprendido em um site de samurai, Marta passava o dia lendo livros com Bruna enquanto Carlo fazia as contas das comidas e o balanceamento de cada dia.

Para poderem sobreviver mais, mesmo que iriam pular de casa em casa, teriam que fazer a comida da casa de onde estava durar muito, pra assim, não correr o perigo de chegar à outra casa e não ter tanta comida.

Os dias foram passando e nenhuma noticia foi dada sobre o incidente que assolava o mundo até que Diego quando mexendo no note book, se deparou com um vídeo em um site de relacionamento.

“Estamos aqui no Japão, onde descobrimos que existe um único local que não esta afetado por essas aberrações, talvez seja porque eles são estavam preparados.”

O vídeo era feito por jovens brasileiros que estavam no Japão. Mais o vídeo não passava disso, e nem tinha outro, só havia esse pequeno trecho onde Diego ficou vendo por um longo tempo, e pensando em como o mundo se tornou um caos.

Quando era lá para 19h00min, Diego foi ao quintal para treinar com a espada, ao chegar lá reparou em algo no céu que lhe chamou a atenção, havia um helicóptero parado a umas cinco casas depois, parecia estar jogando algo no chão.

Após jogar, ele foi embora, Diego correu para dentro e contou o acontecido, Carlo e os outros opinaram que podia ser resgatando pessoas, mas Diego logo retrucou dizendo que eles estavam era derrubando algo, e não pegando.

Carlo subiu no telhado da casa para ver se havia algo de diferente acontecendo ao redor deles, mas para surpresa dele e de Diego principalmente não tinha nada de mais.

-eu tenho certeza que era algo bem grande, por que se não eles não usariam cordas tão grossas iguais eu vi. Retrucou Diego.

Após ver que não tinha nada, Diego simplesmente desceu e foi ao seu note book para ver se conseguia algo que satisfizesse sua cede, logo após mexer e mexer achou algo que ficou interessado.

Em uma pagina da internet, havia um folheto que descrevia como o mundo estava ruim, nele havia algumas coisas que o deixaram de boca aberta, e sem acreditar muito chamou todo mundo para ver. No folheto dizia:

O mundo está um caos, nas ruas zumbis comendo nossa carne, bombas estão sendo jogadas nas cidades que eram mais populosas para o governo, acho que é para eles poderem reconstruir, e além do mais, descobrimos que o governo está deixando algumas caixas pretas em alguns pontos de toda a cidade, pode ser uma bomba, ou talvez até algo pior, se o mundo esta sendo atacado por “zumbi”, podemos esperar de tudo.

Quando leram o folheto, Diego logo correu para o telhado junto com Carlo. Talvez para ver se conseguisse ver algo que seus olhos poderiam ver e acreditar naquele folheto, mesmo sabendo que as pessoas estavam comendo carne uma das outras eles não podiam acreditar e nem colocar o nome de zumbi nelas, pois somente em filmes e jogos, existia isso.

No momento em que os dois subiram no telhado eles viram algo que não podiam acreditar mesmo que eles estivessem vendo, era algo tenebroso e monstruoso, que nem mesmo Diego que jogava os mais variados games de terror poderia acreditar.

Sem poder falar nada, Carlo puxou o braço de Diego e saíram do telhado, quando entraram em casa, desligou as luzes e qualquer coisa que fizesse barulho.

-o que era aquilo? Perguntou Diego.

-como é que eu vou saber, nunca tinha visto aquilo, nem naqueles seus filmes de terror. Comentou Carlo.

O que eles tinham visto era uma criatura tão bizarra que até uma pessoa sem cabeça era mais bonita de se ver, parecia um gorila só que sem pelo, era gosmento, tinha mais ou menos dois metros de altura, e estavam saindo daquele enorme container que os soldados haviam soltado no chão.

Quando Diego e Carlo contaram o que tinham visto, Marta e Bruna ficaram de boca aberta, sem saber o que falar.

Todos eles ouviram um grande rugido, logo após uma explosão, todos eles saíram e Diego e Carlo subiram no telhado novamente para ver o que estava acontecendo. Naquele momento viram que o monstro estava correndo atrás de algumas pessoas que estavam na rua, o monstro foi atrás das pessoas seguindo para a rua abaixo.

-nossa esse animal é um monstro, será que ele vai voltar? Perguntou Diego.

-não sei, pode ser que ele sinta o cheiro de humanos ou coisa parecida. Disse Carlo.

Os dois voltaram para dentro, e saíram procurando pela casa se havia alguma arma escondida, e por sorte tinha uma arma, uma pequena pistola, tinha bastante bala, que até servia para a arma que Diego carregava.

Eles estavam preparados, pois de alguma forma sabiam que aquele monstro iria aparecer, mas se passou duas, três, cinco horas, e nada apareceu.

A madrugada chegou e eles acabaram pegando no sono, mas apenas Diego continuou acordado, ele se sentou no sofá, com a espada na cintura e a arma na mão direita, olhando para a televisão que já não tinha sinal algum.

Ele passou a madrugada toda sentado ali, e quando foi exatamente as duas horas da madrugada a televisão pegou sinal, e ele acordou de repente, com o barulho de um noticiário, onde um repórter entrevistava um soldado:

-quer dizer que algumas partes do mundo vão ser bombardeadas para assim matar a praga? Perguntou a repórter.

-isso, mas nos já retiramos todos os sobreviventes das regiões, por isso não haverá perigo de algum mal a nossa sociedade. Respondeu o soldado.

Diego por causa do sono não entendeu muito bem, e parecia estar em algum tipo de transe por que estava muito cansado, fazia muito tempo que não dormia direito.

Ele apenas ficou do mesmo jeito que estava, se levantou e foi até a cozinha onde abriu a geladeira e comeu um pedaço de bolo que tinha. Ele estava agoniado com alguma coisa, após comer o bolo, ele começou a fazer exercícios, abdominais, e ficou assim até o sol aparecer.

Quando Carlo acordou para fazer o café, Diego estava na mesa, e começou a falar sobre o noticiário que ouviu de madrugada.

-sabe o local onde estamos vai ser bombardeado.

-o que você está falando? Perguntou Carlo.

-estava acordado ontem de madrugada, e acabei vendo um noticiário na televisão, onde dizia que soldados de vários paises vão soltar bombas por todo o mundo.

-será que é verdade? Pode ser algum ataque comercial. Disse Carlo.

-como ataque comercial, o mundo ta um caos, o que eles poderiam ganhar com isso? Não conte nada para minha mãe nem para a Bruna. Recomendou Diego.

O tempo se passou e com o tempo a comida também foi acabando, e logo tiveram que se mudar para casa vizinha, mas havia um grande problema com a casa vizinha, ela era toda fechada e não tinha como entrar se não pelo portão da gente, eles teriam que tentar entrar na outra casa.

Após discutirem, não havia outra solução, logo Carlo e Diego subiram no telhado e correram para a outra casa. Chegando lá uma surpresa, na casa morava um homem e sua filha mais nova, o homem era pai da garota, ela tinha uns 16 anos.

O problema era que o pai da menina estava no quintal de pé, e quando Diego e Carlo subiram no muro, o velho correu para cima deles, Carlo, subiu em uma caixa de madeira enquanto Diego dava cortes nele com sua espada, o velho já caído no chão, ainda tentava arrancar um pedaço da carne de Diego. Que parado em frente ao velho lhe deu um tiro no meio da testa.

-essa doeu. Disse Carlo com um sorriso no rosto.

-é mais agora sabemos como são essas criaturas, eles são violentos, e sabem correr, devem ter a mesma força de quando eram vivos. Disse Diego limpando a espada em uma camiseta no varal.

Eles deram voltas no quintal procurando vestígios de algum morto vivo, mais não encontrou nada, logo após verificarem o quintal e ver que não havia perigo, Carlo subiu no muro para avisar Marta e Bruna de que já estava seguro pra elas ficarem no quintal. Mas no momento em que Carlo subiu no muro, um enorme cachorro veio correndo em direção de Diego que com o susto acabou caindo no chão.

Carlo derrubou uma caixa de madeira que havia ali perto em cima do cachorro que após isso o paralisou, ele então Carlo lhe deu um tiro na cabeça, estourando os miolos para fora.

-acho melhor não chamar mamãe pra cá ainda não. Vai que alguma coisa dentro de casa também. Disse Diego ainda caído no chão.

-se levante e vamos dar uma olhada dentro de casa.

Eles foram à direção a casa, mas para uma grande surpresa deles, antes que chegassem a porta de madeira rústica se abriu mostrando uma garota toda suja, na hora pensaram ser mais um zumbi, estavam preparando as armas para atirar quando a pequena garota caiu ajoelhara no chão e disse:

-socorro, socorro... Disse a menina chorando e já nos braços de Diego.

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