terça-feira, 16 de junho de 2009

Capitulo 1 - Tentando sobreviver


Naquela noite, Diego foi dormi mais cedo, tinha acabado de comprar um note book novo. A noite estava fria e por algum motivo havia um pouco de neblina no ar do bairro onde morava, sua mãe Marta e seu padrasto Carlo junto com sua irmã Bruna também já estavam dormindo naquela hora.

E como de costume, Diego sempre dormia ouvindo seu MP3, e às vezes dormia com sua katana ao lado, era uma espada japonesa que havia comprado em um evento.

Antes de dormir ficou pensando no estava acontecendo com o mundo, estava um caos nos outros paises, um vírus estava matando pessoas, mas ainda não havia infectados no Brasil. Mesmo assim ele adormeceu pensando no incidente.

No meio da madrugada, todos da casa acordaram com alarmes de carros de policia nas ruas, eram muitos, Marta então pensou que estava acontecendo algum assalto pelo setor, porque moravam em um local muito perigoso. Mas logo voltaram a dormir.

As cinco da manha Carlo sempre levantava para arrumar algumas coisas, ou até assistir aos noticiários pela manha, mas naquela manha ele acabou acordando a todos para poder assistir ao jornal da manha.

“Para vocês que esta em casa isso pode ser uma brincadeira de mau gosto mais não sabemos como é por que esta acontecendo. Pelo mundo todo está havendo ataques, algumas pessoas estão sendo atacadas nos hospitais, por isso fiquem longe dos hospitais e postos de saúde.”

Diego e toda sua família ouviram um grito vindo de frente a sua casa, e foram ver, era uma mulher que estava caída no chão estava toda cheia de sangue e havia duas pessoas em cima dela, parecia estar mordendo ela.

Mas era horrível de acreditar e de se ver também, assim fecharam à janela.

-meu bem ligue a TV para ver o que esta acontecendo. Disse Marta.

“Foi descoberto que o vírus que estava atacando todo o mundo é uma arma biológica, não sabemos ainda quem é o responsável, mais logo saberemos, por enquanto não saia de suas casas, o uso de armas de fogo e armas brancas está liberado, o vírus transmite através de sangue e de qualquer contato com ele, não deixe que essas pessoas infectadas cheguem perto de você”.

Todos eles ficaram parados em frente da televisão sem ao menos dizer nada, apenas Carlo se levantou e verificou as portas e janelas, e depois voltou a sentar no sofá.

Diego por sua vez, entrou em seu quarto e ligou seu note book, enquanto ele se iniciava, Diego pegou sua katana e pediu para que Carlo fizesse corte nela. Ela era só de demonstração, mas agora poderia ser para salvar a vida dele.

Quando Bruna acordou Marta logo a explicou o que estava acontecendo, Bruna como uma garota de oito anos não entendia o que estava acontecendo, mas de alguma forma sabia como se portar.

-Olha gente, nos temos comida para mais de dois meses, podemos ficar aqui sem se preocupar, o duro vai ser depois, como vamos fazer para conseguir comida. Disse Carlo.

-olha, podemos ir pulando os muros das casas vizinhas para assim não ficar com fome sabe, por exemplo, a casa aqui do lado, poderíamos abrir a porta e ficar lá até que a comida acabe e pulamos para a próxima, assim não morreremos de fome. Opinou Diego.

-essa é uma boa idéia, mais e se tiver alguma pessoa contagiada? Vai ser um problema. Disse Bruna.

-vamos ter que matá-las. Disse Diego com a katana na mão.

-não é tão fácil assim, é perigoso. Avisou Carlo que estava sentado na cama do quarto do Diego.

-temos já algumas armas, tenho minha katana, e lá dentro da minha gráfica aqui na frente tenho uma arma. Disse Diego que tinha uma lojinha em casa.

Todos ficaram pensativos mais logo se acostumaram com a idéia, Diego começou a mexer na internet para ver como estava o mundo, Marta foi fazer alguma coisa para todos comer, enquanto Carlo fazia armas de facões e paus que havia dentro de casa e no quintal, Bruna continuou ali sentada na cama de Diego, parecia estar com frio.

Enquanto tomavam o café da manha, cada um deles pensava em como seria a vida deles de agora em diante, pensava em como estariam seus amigos e familiares, parentes, mais ninguém sabia ou saberia como estavam, pois a linha telefônica não dava sinal, graças a internet via radio Diego podia ficar ligado no mundo e em tudo o que acontecia fora de sua casa.

Por mais que todos se faziam de fortes cada um deles sentia medo por dentro, e vontade de chorar, mais sabiam que não poderiam fazer isso, cada um ali dava forças para o companheiro.

Quando chegava a noite somente os gritos das pessoas infectadas davam para se ouvir, ninguém conseguia dormir nos primeiros dias, mas logo depois de duas semanas já podiam cochilar sem medo, mas Diego sempre dormia mais tarde e acordava mais cedo, sempre pregado em seu note book.

Quando seus mantimentos estavam acabando, Carlo começou a avisar.

-temos que bolar um plano para pular para a casa da frente e ver se não tem perigo a gente ficar por lá. Por que aqui onde estamos é seguro, já estamos aqui faz quase dois meses e nada aconteceu.

-eu e você pulamos para o outro lado e faz o serviço, se tiver que acabar com alguém a gente acaba, ou então pegamos à comida e voltamos pra nossa casa, o que a senhora acha mãe? Perguntou Diego para Marta.

-vamos tentar, quem sabe não podemos fazer igual você disse, ir pulando de casa em casa, assim não íamos cansar muito, mais eu e Bruna vamos ter que ficar sempre na casa anterior para assim não sofrermos nada se algo acontecer. Disse Marta.

-tudo bem, então você que teve a idéia, agora nos vamos pular o muro da casa vizinha e ver se tem alguém no quintal ou dentro de casa, quando estiver tudo limpo, a gente chama você ta meu bem? Disse Carlo para Marta.

-está certo, eu e Bruna vamos esperar dentro de casa.

Antes dos dois pularem o muro, fizeram uma lista das pessoas que moravam na casa, e quantas pessoas dormiam na casa. Pois assim ficaria mais fácil.

Ao fazer a lista, eles pularam o muro e deram uma olhada no quintal todo, não havia nada, o portão estava trancado e estava tudo seguro, agora faltava olhar dentro de casa.

Eles tentaram abrir todas as portas, mas não conseguiam estavam trancadas.

-as pessoas que estavam aqui devem ter morrido em quanto estavam dormindo então se prepara porque vai ter gente aí dentro. Disse Carlo.

Carlo pegou um arame e conseguiu abrir a porta dos fundos, a porta dava para a cozinha da casa, aparentemente não tinha nada errado.

-tome cuidado em? Isso não é como em um jogo, se você for mordido não tem volta. Alertou Carlo para Diego.

Carlo apontou para a sala que ficava logo a frente, Diego deu cobertura para Carlo, Carlo entrou na sala e também não havia nada, então olharam para os dois quartos que tinham a casa.

-devem star nos quartos. Cochichou Diego.

Carlo abriu a porta do banheiro que ficava no meio dos dois quartos, agora só ficou sobrando os quartos para serem examinados, o primeiro quarto a ser aberto foi o quarto de porta azul, onde poderia estar o filho da dona da casa.

Ao abrirem a porta também não tinha nada, ficaram preocupados, pois em nenhum dos cômodos tinham encontrado ninguém.

-agora só falta o quarto da mulher, talvez ela trouxesse o menino para dormir junto com ela, para morrerem juntos. Disse Diego.

Carlo foi à frente e abriu a porta mais para a surpresa dos dois não tinha ninguém dentro também.

-para onde será que foram eles? Perguntou Diego.

-não sei, vamos dar mais uma olhada no quintal e a casa, vamos dar mais duas olhadas, e colocar reforços no portão e nas portas.

Ao fazer tudo isso, eles fecharam a porta dos fundos e voltou para avisar a Marta e Bruna.

-vocês acreditam que eu tinha esquecido que eles tinham viajado semana passada. Disse Marta.

-isso é bom, já podemos ir para a casa ao lado, pois não tem comida aqui mais, Diego pegue tudo o que você tem para pegar, e vamos para o outro lado. Disse Carlo.

Quando todos já estavam prontos e já tinham pegado tudo, roupas, armas, note book, tudo o que eles iam precisar.

Assim eles pularam para o outro lado, quando entraram na casa, viram que poderiam ficar lá por uns três meses também porque a dona da casa tinha feito compras para assim que chegar de viagem não precisar se preocupar.

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