terça-feira, 16 de junho de 2009

Capitulo 3 - Verdades e mentiras


Quando a pequena garota caiu sobre os braços de Diego, Carlo logo percebeu que aquela pequena garota era a filha do velho homem que eles tinham acabado de matar logo ali no quintal.

-cuide dela que eu vou lá chamar sua mãe e sua irmã. Disse Carlo.

Ele fez isso porque sabia que se a garota estava lá dentro é porque não havia nenhum morto lá dentro. Daí sabia que já estava seguro para Marta e sua filha vir.

Quando Carlo contou para Marta e Bruna o que tinha acontecido, elas ficaram assustadas. E logo correram para a casa.

-meu Deus como pode ela ter ficado tanto tempo sozinha aqui nessa casa, ela deve ter ficado muito assustada, coitada. Disse Marta segurando o braço dela.

-vamos levar ela para dentro, mãe dê um banho nela, eu vou fazendo a comida pra gente, vou ver o que tem para preparar.

Enquanto Marta dava o banho na garota, Bruna se sentou no sofá e ligou a televisão, e viu que algo estava passando na televisão. Parecia algum programa de culinária, Bruna amava fazer comida, naquele dia ela foi até a cozinha e começou a preparar comida.

Eles ficaram na casa por um longo tempo, a garota voltou a conversar, e se relembrou de Marta e de Diego. Quando a vida ainda era fácil eles conversavam muito na rua, ela e Bruna sempre ficavam brincando de vez em quando, assim ela podia ficar perto de Diego, ela tinha uma pequena paixão por ele.

Apesar da pequena diferença de idade, ela era bem tímida, e não tinha coragem de se declarar, teve uma vez que ela ficou toda vermelha porque Diego chegou perto dela para conversar.

Quando ela saiu do banho ela se sentou na cadeira que estava na cozinha, e olhando para Diego ela se lembrou de varias coisas que a fez rir. Por exemplo, o dia que ela foi ao clube e ele estava lá com alguns amigos, ele a viu e foi cumprimentá-la, mas ela ficou com tanta vergonha que começou a gaguejar.

Apesar disso tudo que aconteceu Diego não percebeu o que estava acontecendo perto dele, ele sofreu muito com alguns relacionamentos que teve, por isso, não ligava muito para namoro. Ele era o tipo de cara de personalidade estranha, uma hora ele gostava de ficar com muitas garotas, mas de uma hora para outra ele mudava de idéia.

E ela nunca tinha namorado, por que seu pai era muito rígido com ela, ela saia para a rua mais em festa nunca tinha freqüentado, mas ela tinha crescido bem rápido porque sempre ajudava seu pai no serviço de casa e sabia o significado de responsabilidade.

Mesmo assim, ela não tinha coragem para se declarar para Diego mesmo naquela situação de desespero que o mundo se encontrava.

Marta já havia percebido o sentimento da garota por Diego, assim ela foi até a garota para conversar.

-oi Marcela, você já está melhor?

-estou sim obrigado. Disse Marcela.

-sabe que às vezes a gente tem que ariscar um pouco na vida para ser feliz?

-como assim? Perguntou Marcela.

-olha eu vejo a muito tempo que você gosta do Diego.

Marcela ficou espantada com o que Marta falou pra ela, ela nunca imaginava que alguém sabia disso, ainda mais a mãe de Diego, ela ficou calada um pouco sem dizer nada, mas logo interropeu o silêncio.

-eu gosto dele mesmo, mas nunca tive coragem, sabe meu pai poderia brigar, e o Diego talvez não goste de mim.

-eu poderia ajudar você a ficar com ele, sabe, só tem nos aqui vivos, você é a única pessoa viva que nos encontramos a mais de três meses, e acho que ele vai gostar de saber o que você sente. Disse Marta

-mas como você pode me ajudar, ele nem olha para mim, e nos estamos com tantos problemas aqui já. Comentou Marcela abaixando a cabeça.

-eu vou pensar em algo e te falarei.

Marta se levantou da mesa e foi até o banheiro precisava tomar um banho também, e enquanto isso, Diego e Carlo limpavam o quintal e reforçava o portão.

-nossa, mas será que isso vai acabar quando? Disse Diego.

-sei lá, eu já estou até acostumando com a idéia de ficar mudado de casa toda hora. Respondeu Carlo dando uma risada.

-é serio, olha só a Marcela, ela perdeu o pai e agora só tem a nós, e quando acabar as casas no quarteirão o que vamos fazer?

-não tinha pensado nisso, mas olha podíamos ir para algum supermercado, ou pegar algum carro e ir até o shopping. Comentou Carlo.

-falar é fácil quero ver fazer, e não sabemos como está por lá também.

Nesse exato momento Diego teve a idéia de ir até seu note book e pesquisar sobre o shopping que havia perto de sua casa, o shopping Bariti. Mas nada encontrou.

Logo depois de algum tempo Carlo decidiu com Diego que de alguma forma deveriam ir para o shopping mesmo não sabendo o que iriam encontrar por lá. Mas pelo que pensou, o shopping devia estar totalmente fechado, porque o ataque foi de madrugada, por isso ele estaria fechado.

-o shopping deve estar totalmente livre de zumbis, mas como podemos chegar lá? Perguntou Diego.

-quando chegarmos à casa de seu tio poderia pegar o carro e seguir para lá. Disse Carlo.

O tio e a avó de Diego moravam na mesma quadra que Diego, a avó e o tio eram vizinhos, e ficava umas dez casas depois da onde Diego morava.

-isso é verdade, mas como fazemos se a vovó e o tio viraram zumbis, eu tenho certeza que não terei coragem de atirar neles. Disse Diego.

-eu atiro você tem que ver que eles não são mais quem conhecemos. Comentou Carlo pegando uma toalha indo direto para o banheiro.

Já estava ficando de noite e Marta e Bruna já estavam deitadas, Carlo estava tomando banho enquanto Diego e Marcela ficaram conversando na sala.

-nossa, eu nem sabia que você gostava de rock. Disse Marcela rindo.

-pois é a gente é vizinho e nem sabe nada um do outro, mas agora a gente tem bastante tempo para se conhecer. Disse ele se deitando no sofá.

-pode se deitar aqui no meu colo, você deve estar cansado.

Eles ficaram conversando por um longo tempo, ele no colo dela, e ela fazendo carinho em seu cabelo. Ele acabou pegando o sono, Marcela sentiu uma enorme vontade de beijar Diego, mas só não beijou por medo dele acordar.

Ela se levantou e acabou indo para o quarto ela, onde ela demorou umas duas horas para dormi, pensando em Diego e feliz por que ele estava dormindo bem ao lado do quarto.

O dia amanheceu e Marcela logo tratou de se levantar e preparar um café para Diego, Carlo ao se levantar ficou até surpreso, ele sabia o que a garota sentia por Diego, Marta havia contado na noite anterior.

-bom dia Marcela. Disse Bruna que também tinha acabado de acordar.

-bom dia, fiz algumas torradas e um café pra vocês.

-obrigado, ta ótimo, já pode casar. Comentou Carlo dando uma olhada para Diego que estava dormindo no sofá.

Marcela como toda garota, mesmo nessas horas de preocupação gosta de se cuidar. Ela aproveitou que todos estavam ocupados dentro de casa e foi até o quintal para se bronzear, ela era bem tímida por isso não gostava que ninguém a olhasse fazendo essas coisas.

Mas enquanto ela estava deitada tomando sol perto da piscina, Diego chegou.

-olá, posse me sentar?

-claro. Marcela ao ver Diego ficou com tanta vergonha que ficou vermelha.

-se eu estiver te incomodando posso te deixar sozinha.

-não precisa, pode ficar.

-o que será que vai acontecer com a gente? Disse Diego olhando para o céu.

-sinceramente não sei, talvez possamos viver, ou morrer, o nosso futuro é incerto.

-isso é verdade, mas quer saber, daqui um tempo podemos voltar a ter a vida que a gente tinha antes.

-como assim? Repovoar o planeta de novo? Comentou Marcela dando uma risadinha.

-não tinha pensado nisso.

Os dois ficaram conversando por horas ali até que começou a chover, Diego e Marcela saíram do quintal e foram para a varanda, enquanto ela se enxugava com uma toalha que estava na varanda, ele foi até a sala para pegar uma outra camisa para ele, já que a que ele estava usando se molhou por causa da chuva.

-nossa está todo mundo dormindo acredita? Disse Diego tirando a camisa que estava molhada.

-é o tédio, não tem nada para fazer, o melhor e dormir.

-não é não, podemos entrar na internet, sei lá assistir um filme. Opinou Diego.

-é pode ser.

-o que foi? Diego olhou para Marcela, e ela estava com a cabeça baixa, parecendo que estava com vergonha.

-nada não, é que...

-fala, pode falar. Disse Diego chegando perto dela.

Do nada Marcela puxou Diego e lhe deu um beijo, eles ficaram ali por uns cinco minutos, ao acabar, Diego olhou assustado para ela, e retribuiu o beijo.

Junto com o cair da noite, Diego e Marcela também caiu em um delírio de amor, naquela noite, Marcela se tornou uma mulher junto à pessoa que ela mais gostava. Ela pôde esquecer dos problemas, esqueceu de tudo que estava acontecendo no mundo, eles pareciam estar em outro lugar.

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